Festival no Centro atingiu lotação máxima, na noite de segunda-feira (5), e portões foram fechados por segurança causando a revolta de parte das pessoas barradas na entrada; objetos e até grades de contenção foram arremessados contra os policiais
A Prefeitura de Manaus, por meio de nota da Manauscult, esclareceu a confusão com o público barrado na entrada do festival #SouManaus Passo a Paço 2022, na noite da última segunda-feira (5), no Centro Histórico, e admitiu que a Polícia Militar (PM) usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão para “assim evitar maiores ocorrências”. O Poder Executivo Municipal se eximiu das medidas adotadas pelos PMs durante o “distúrbio civil que ocorreu na entrada do palco Tucupi”.
“Quanto à ação da Polícia Militar, com referência ao distúrbio civil que ocorreu na entrada do palco Tucupi, foi uma decisão da própria força policial para proteger quem estava lá, devido à tentativa de invasão à força, onde pessoas se machucaram após o portão ter sido deslocado.”, diz um trecho da nota.
Os portões de acesso foram fechados após o Passo a Paço atingir lotação máxima por questão de segurança e causou a revolta de muitas pessoas que permaneceram do lado de fora. A Manauscult garantiu que não houve feridos e negou que os policiais militares dispararam balas de borracha contra a multidão.
“A situação de tumulto, de modo pontual, na noite de segunda-feira, 5/9, na rua Governador Vitório, Centro, se deu pela insatisfação de algumas pessoas que não atenderam às recomendações de segurança que limitavam o acesso após lotação máxima. A informação de que foram usadas balas de borracha é falsa. Não houve registro de feridos e o evento seguiu com total segurança.”, esclareceu a nota.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, parte do público impedido de entrar no Passo a Paço aparece jogando objetos em direção aos guardas municipais e policiais militares. Em seguida, os PMs começam a arremessar as bombas de gás lacrimogênio. Esta medida das forças de segurança foi considerada extrema e necessária pela Manauscult.
“Não houve emprego de balas de borracha, mas a PM usou gás lacrimogêneo para que as pessoas pudessem dispersar e assim evitar maiores ocorrências. Foi uma medida extrema, porém necessária no momento, para garantir a segurança da população.”, diz outro trecho da nota.
A Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), órgão da Prefeitura responsável pela organização do #SouManaus, também informou que o excedente de público, no feriado estadual da última segunda-feira, pode ser justificado pela grandiosidade da edição deste ano do Passo a Paço.
“É importante ressaltar que historicamente Manaus nunca teve um evento de artes integradas com toda essa grandiosidade. O excedente de público é prova disto. Logo, o #SouManaus Passo a Paço 2022 é considerado um sucesso de segurança, pois conseguiu promover e integrar mais de 660 artistas locais, sejam de música, poesia, gastronomia e literatura, com a participação da população.”
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