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Ucrânia vive noite de ataques apesar de promessa da Rússia de reduzir ofensiva

Mundo | 31/03/2022 - 07:25
Por: Redação Canal92AM*
Foto: Divulgação

Um dos mais influentes aliados do presidente Vladimir Putin, por outro lado, fez críticas diretas ao negociador

Apesar das promessas de "redução drástica" da atividade militar russa em Kiev e Tchernihiv, autoridades da Ucrânia relataram novos ataques nesta quarta-feira (30) nos arredores das duas cidades e em outros pontos do país.

As forças russas estavam bombardeando quase todas as cidades no front que divide o território controlado pelo governo ucraniano de áreas mantidas por separatistas apoiados por Moscou na região de Donetsk, segundo o governador local.

Em um pronunciamento na TV ucraniana, Oleksii Arestovich, conselheiro do presidente Volodimir Zelenski, disse que a ação de Moscou não é um recuo, e sim um processo de transferência de forças do norte da Ucrânia para o leste. "Embora os russos estejam retirando algumas tropas de Kiev, eles ainda deixarão certa quantidade de forças para manter nossas tropas aqui", afirmou.

O próprio Zelenski, em seu discurso noturno na terça-feira (29), disse que não levou ao pé da letra nenhuma das palavras de Moscou. "Os ucranianos não são pessoas ingênuas. Já aprenderam durante esses 34 dias de invasão e nos últimos oito anos de guerra no Donbass que a única coisa em que podem confiar é um resultado concreto."

Nesta quarta, ele insistiu que as conversas continuam, mas que por que enquanto "são apenas palavras, nada concreto".

A linha-dura sustentada por Moscou mesmo após alegações de trégua também vai de encontro com alegações feitas nesta quarta pelo principal negociador russo, Vladimir Medinski. Ele afirmou que Kiev havia aceitado acatar algumas das principais demandas de Vladimir Putin para acabar com a guerra: os compromissos de não entrar na Otan (aliança militar ocidental) e de abrir mão de armas nucleares.

"A Ucrânia declarou sua disposição para cumprir requisitos fundamentais em que a Rússia vem insistindo nos últimos anos", disse Medinski. "Se essas questões forem cumpridas, a ameaça da Otan em território ucraniano será eliminada."

Um dos mais influentes aliados do presidente Vladimir Putin, por outro lado, fez críticas diretas ao negociador, dizendo que ele se expressou incorretamente ao sugerir concessões a Kiev.

"Nós não faremos nenhuma concessão. Foi Medinski que cometeu um erro, usou frases erradas. Se você acha que ele [Putin] irá desistir o que ele começou, do jeito que nos foi colocado, isso não é verdade", disse, em seu canal no Telegram, o ditador da Tchetchênia, Ramzan Kadirov, figura muito próxima ao Kremlin.

*Com informações da Folha

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