Chamada de "passagem seca", a intervenção no Rio Autaz Mirim terá 30 metros de extensão
O trecho do Rio Autaz Mirim, onde uma ponte desabou na BR-319 no último sábado (8), começou a ser aterrado para a retomada da trafegabilidade na rodovia que liga o Amazonas ao restante do país. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que foi feita uma análise técnica.
Chamada de "passagem seca", a intervenção no Rio Autaz Mirim terá 30 metros de extensão. No local, será implantado um sistema de drenagem e serviços de terraplenagem, conforme o Dnit.
Ainda conforme a autarquia, o acesso na margem direita do rio também está adiantado. Durante a quarta-feira (12) foi feito o lançamento de rachão, que são pedras, no leito do rio. Com isso, será possível realizar a passagem de equipamentos e materiais. Após a instalação dos bueiros, serão iniciados os serviços de terraplenagem.
Rio Curuçá
A BR-319 teve duas pontes danificadas em um intervalo de 10 dias. Antes da ponte sobre o Rio Autaz Mirim despencar, no dia 8 de outubro, a ponte sobre o Rio Curuçá já havia desabado no fim de setembro e deixou quatro mortos, 14 feridos e uma pessoa desaparecida.
No trecho onde a primeira ponte caiu, o Dnit afirma que concluiu os acessos necessários às margens do Rio Curuçá para possibilitar a operação das balsas.
A expectativa é retomar o quanto antes a trafegabilidade por completo na rodovia, de acordo com a autarquia.
Emergência
O Departamento anunciou também, que publicou na edição do Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (11), as portarias que decretam situação de emergência de ambas as pontes. A partir da decretação de emergência, o Dnit tem autorização para realizar a contratação dos serviços para a reconstrução das travessias.
O anteprojeto de engenharia encontra-se em fase avançada de conclusão.
No local onde a primeira ponte da rodovia desabou, o Dnit descartou o plano inicial de instalar uma ponte metálica provisória sobre o Rio Curuçá.
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