O ex-vereador Chico Preto (Avante) teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) na manhã desta terça-feira (30). A decisão cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Chico tentava uma candidatura avulsa, de forma independente. Ele ficou de fora da convenção partidária do Avante, no início deste mês.
A Justiça Eleitoral estabelece que todo candidato deve estar filiado a um partido político. Além disso, a candidatura deve ser lançada pelo partido em convenção partidária e também constar nome em ata que deve ser encaminhada pelos partidos políticos ao TRE-AM.
Chico anuncia, desde o ano passado, ser candidato ao Senado pelo Avante, sigla a qual se filiou para disputar a eleição majoritária.
No entanto, o governador Wilson Lima (União Brasil) conseguiu o apoio do prefeito David Almeida, que comanda o partido Avante. David, por sua vez, firmou o apoio, mas com a condição de indicar o candidato a vice na chapa.
Enquanto à candidatura de Chico, David relutou um pouco em abrir mão, mas no final Coronel Menezes (PL) levou a melhor e foi confirmado, em convenção, o candidato ao Senado pela coligação "Aqui e Trabalho".
Para unir Avante e PL no mesmo palanque, o União Brasil, do governador Wilson Lima, precisou oferecer garantias aos partidos. O Avante teve o vice na chapa, enquanto o PL foi o único a lançar candidato ao Senado na coligação.
A Justiça Eleitoral permite que, em caso de coligação, mais de um candidato seja lançado na disputa ao Senado. Então, Chico não estaria de fora. Mas, a condição do PL era justamente lançar unicamente Menezes como candidato na coligação.
Assim, o amigo de Bolsonaro teria mais chances de conquistar votos, pois ele e Chico têm o mesmo perfil de eleitorado bolsonarista: evangélicos, militares, conservadores e defensores da família tradicional brasileira.
Da Redação do Canal92AM
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