Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Domingos Jorge Chalub, informou que considera grave a suspeita que servidores da Corte teriam retirado do depósito público a arma usada por criminosos no ataque a uma viatura policial
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) solicitou que a Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) apure administrativamente se um fuzil usado em um tiroteio em frente ao Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, no Aleixo, Zona Sul de Manaus, no dia 6 de janeiro, saiu do depósito público do órgão.
Em nota, o presidente do TJAM, desembargador Domingos Jorge Chalub, informou que “todas as providências foram imediatamente tomadas para a devida apuração do caso, criminal e administrativamente”.
Chalub também declarou que “em razão da gravidade do fato, tem total interesse de que essas informações sejam apuradas com o máximo rigor”. A suspeita é que servidores da Corte teriam retirado o fuzil do depósito. A arma foi usada por um grupo de criminosos que disparou contra uma viatura policial que transportava presos no início do mês na tentativa de resgatar os comparsas.
Na ocasião, dois presos morreram e um ficou ferido e dois policiais civis acabaram atingidos durante o tiroteio. O TJAM esclareceu ainda que também pediu da Polícia Civil “uma completa investigação e apuração de eventual crime.”
A Polícia Civil informou que as armas utilizadas no ataque nas proximidades do Fórum Ministro Henoch Reis foram encaminhadas à perícia para serem identificados seus respectivos proprietários.
Veja na íntegra a nota do TJAM
Em relação a informações divulgadas na imprensa acerca de utilização de uma arma em tiroteio ocorrido no último dia 6, nas proximidades do Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, e que teria desaparecido do Depósito Público do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a Presidência da Corte esclarece o seguinte:
1.Todas as providências foram imediatamente tomadas para a devida apuração do caso, criminal e administrativamente, pois o TJAM se pauta pela idoneidade de seus atos, com precisão, lisura e respeito ao interesse público;
2.Entre as medidas adotadas estão a comunicação oficial, inclusive pelo Juízo da 1.ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/TJAM) para apuração, na esfera administrativa, de eventual responsabilidade de servidores da Corte em relação ao caso; e, ainda, à autoridade policial, na esfera criminal, para uma completa investigação e apuração de eventual crime.
Por fim, a Presidência do TJAM esclarece, ainda, que em razão da gravidade do fato, tem total interesse de que essas informações sejam apuradas com o máximo rigor.
Des. Domingos Jorge Chalub
Presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas
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