Sete dos 11 navios de cruzeiros que desembarcariam na capital do Amazonas desistiram das viagens; estimativa da Manauscult era receber 10 mil turistas que injetariam até R$ 12 milhões na economia local
Com os surtos de Covid-19 registrados em cruzeiros pelo Brasil nos últimos dias, a Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), informou, nesta segunda-feira (3), que ocorreu a desistência de sete navios de cruzeiros dos 11 previstos para a “Temporada de Cruzeiros 2022” na capital do Estado. A previsão de chegada dos luxuosos navios no porto de Manaus é dia 20 de janeiro.
Antes do cancelamento das viagens até Manaus, a Prefeitura estimava receber 10 mil turistas que injetariam na cidade, em média, de R$ 11 milhões a R$ 12 milhões na economia da capital amazonense, sem contar o gasto médio do turista.
A Prefeitura esclarece que os cruzeiros marítimos em operação no país e com casos confirmados de Covid-19 – navios MSC Splendida, atracado no Porto de Santos (SP) e o navio Costa Diadema, atracado em Salvador (BA) – integram a Temporada Nacional de Navios, que não contempla a Amazônia brasileira como destino.
Com o ressurgimento de novos casos de Covid-19 na Europa devido a variante Ômicron, a “Temporada de Cruzeiros 2022” em Manaus, que prevê somente cruzeiros internacionais, ainda está em análise pelos órgãos responsáveis. O risco de mais navios de cruzeiros evitarem passar pela capital é grande.
A Prefeitura de Manaus também reafirmou que seguirá toda a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, Ministério do Turismo e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) nesse sentido.
No último dia 31 de dezembro de 2020, a Anvisa recomendou que o Ministério da Saúde suspenda provisoriamente a temporada de navios de cruzeiro na costa brasileira. A recomendação da Anvisa também considerou que, mesmo diante da elaboração de Planos de Operacionalização para a retomada da temporada de cruzeiros no âmbito dos municípios e estados, na prática se observa dificuldades impostas pelos entes locais diante da necessidade de eventuais desembarques de casos positivos para Covid-19 em seus territórios.
A agência ressalta, porém, que a recomendação não afeta ainda as operações de navios de cruzeiro. "Até decisão final do grupo de ministros, as operações seguem, como regra geral, autorizadas, submetidas às regras sanitárias vigentes", diz a nota da Anvisa, referindo-se à necessidade de uma decisão dos ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Infraestrutura para a recomendação entrar em vigor.
*Da Redação, com informações da assessoria e Agência Brasil
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