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Sônia Guajajara comemora exoneração de militares da Funai: 'já vão tarde'

Política | 25/01/2023 - 12:07
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Divulgação

Guajajara afirma que demandas dos indígenas serão definida com os próprios povos

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, celebrou a demissão de 43 militares bolsonaristas, que ocupavam as funções de chefes regionais e nacionais da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de 11 gestores distritais de Saúde Indígena da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde. Ela afirmou que todos “já vão tarde”.

No Amazonas, todos foram exonenrados por Lula, que vai nomear pessoas ligadas à causa. Em meio à tragédia humanitária que atinge os Yanomamis, com dezenas de crianças hospitalizadas, as demissões dos 43 chefes da Funai representam mais uma “limpeza” feita pelo governo Lula (PT) no legado deixado por Jair Bolsonaro (PL). Todos eram militares de carreira nomeados pelo delegado Marcelo Xavier, homem de confiança do ex-presidente. 

“Quando a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil nos convocou para aldear a política brasileira, este chamado também incluía ocupar órgãos como a Funai e a Sesai, tão estratégicos ao movimento indígena”, declarou Sonia, de acordo com a coluna Maquiavel, na Veja.

“Por isso, afirmo com convicção que estes funcionários foram tardiamente exonerados, uma vez que todos eles tinham uma orientação totalmente contrária à missão da Funai, que é garantir e proteger nossos direitos”, acrescentou a ministra.

“Agora, as indicações e nomeações serão alinhadas aos objetivos das organizações indígenas e teremos a confiança de ter pessoas que trabalham, verdadeiramente, pela proteção e promoção dos direitos indígenas”, completou Sonia.

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