Silas tem cinco dias para se defender
A procuradora eleitoral do MPE (Ministério Público Eleitoral) Lígia Cireno Teobaldo pediu novamente a cassação do deputado federal Silas Câmara (Republicanos). O parlamentar acaba de assinar acordo com o STF para pagar multa e ficar livre das acusações de rachadinha. Agora, Silas é alvo de novo processo por conta de voos realizados na campanha.
A procuradora Lígia Cireno cita “gravidade bastante para a cassação do diploma”. Silas Câmara foi diplomado dia 12 de dezembro e ainda tem cinco dias para se defender. O MPE aponta incosistência nos voos fretados por R$ 396,5 mil, inclusive com viagem para o Acre, ao lado do irmão, Dan Câmara, com presença de passageiros de colo.
"Por qual razão o candidato fretaria um avião para levar diversas pessoas sem vínculo com a campanha, inclusive crianças de colo, para outro Estado da Federação, em uma viagem de ida e volta, com curtas paradas?”.
O voo Manaus, Tefé, Juruá, Envira, Rio Branco (AC), Lábrea, Tapauá, Manaus, foi registrado nos dias 22 e 23 de agosto. Para o MPE é estranho: “escalas em que nenhuma delas a aeronave permaneceu em solo por mais de uma hora, o que é incompatível com a atividade regular de uma campanha eleitoral.” A rápida passagem não combina com quem estava em campanha.
Silas Câmara afirma que “se tratava de ‘candidato integrante da mesma coligação’, para justificar a presença do irmão no voo.
O parlamentar ainda prepara a defesa no MPE, e afirma que vai se manifestar no processo.
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