Manaus, 30 de May de 2026   |  

Servidora não era o alvo certo do assassino, ele teria batido em outros apartamentos, diz PC

Polícia | 31/05/2022 - 17:36
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Divulgação

Os delegados da DEHS deram detalhes do crime nesta terça-feira (31), após prisão do suspeito

As investigações da Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestros (DEHS) apontaram que o assassinato da servidora federal Silvanilde Veiga, 58 anos, não foi premeditado. O vigilante, que confessou o crime, teria batido em outros apartamentos do condomínio do Gran Vista, na Ponta Negra, atrás de uma vítima.

“Ele começou pelo 15º andar, pelo visto não teve oportunidade lá e desceu para o 14º. Antes disso, ele já tinha ido em outros andares mais baixos. Então, infelizmente, foi a pessoa que abriu a porta para ele ou ele a pegou na saída, o que sabemos é que essa porta foi aberta por ela às 17h52”, disse a delegada Marília Campello, adjunta da DEHS e coordenadora do Núcleo de Combate ao Feminicídio.

Conforme o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, a porta do apartamento da vítima foi aberta por fora. Então, para a polícia, a vítima pode ter sido abordada enquanto saiu para deixar o lixo ou pegar algo no carro.

“Ele diz que bateu no apartamento, mas as provas técnicas não dizem outra coisa. A nossa hipótese é que ela foi abortada fora do apartamento, pois a porta só registra entrada e não saída”, disse o delegado.

A delegada Marília ainda explicou que o vigilante teria pedido para Silvanilde fazer um pix para ele, após ela afirma que não tinha dinheiro no local, isso conforme o depoimento do suspeito.

“Ela não realizou o pix, ele não levou o dinheiro, somente o celular. Ele diz que jogou o aparelho próximo ao Carrefour da Ponta Negra. Às 22h06 a filha recebeu um SOS do telefone da mãe, pode ter sido alguém tentando desligar o aparelho celular”, explica a delegada.

Caio Claudinho de Souza, de 25 anos, foi preso, nesta quinta-feira (31), no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, dez dias após o assassinato de Silvanilde.

Depois do crime, ele foi ao banheiro lavar as mãos, foi para a guarita, trocou a camisa e saiu do local, pois estava no horário da troca de turno, caminhou até a um posto de gasolina e pediu um uber para casa.

Caio trabalhava em outro condomínio e teria ido para o Gran Vista prestar apoio por conta de um evento que estava acontecendo no Gran Vista, conforme a polícia.

Caio foi autuado por latrocínio (roubo seguido de morte)

 

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