A equipe de transição definiu que a escolta do comboio oficial do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a posse não será feita pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), como ocorre tradicionalmente.
No lugar dela, neste domingo (1º), a Polícia Militar do Distrito Federal empregará batedores da corporação.
A escolta da PM deve ser feita do hotel em que o presidente eleito está hospedado até a Catedral de Brasília –local em que será iniciada a cerimônia, com desfile em carro aberto ou blindado que levará Lula até o Congresso Nacional.
O local de partida do presidente, no entanto, pode ser alterado de acordo com a agenda que Lula definir para 1º de janeiro.
Os batedores da PM também serão responsáveis por auxiliar o presidente na saída da Esplanada dos Ministérios. O momento ainda é incerto porque a transição avalia a participação de Lula em um dos shows previstos para celebrar a posse, após o presidente participar de solenidade no Palácio do Itamaraty.
Segundo pessoas ligadas à segurança de Lula, a decisão de que a PRF não estará no comboio de Lula foi tomada no início da transição, quando Silvinei Vasques ainda era diretor-geral da corporação.
O pedido para a Polícia Militar ficar responsável pela escolta foi oficializado recentemente.
Com a solicitação da equipe de Lula, a PRF deve realizar a escolta somente das autoridades estrangeiras que acompanharão a posse do presidente eleito.
A Força Nacional foi convocada nesta quarta-feira (28) para auxiliar no trabalho, já que são cerca de 50 delegações de outros países confirmadas para a posse. Isso demandará um efetivo maior do que nos anos anteriores.
A mudança ocorreu em meio às desconfianças do governo eleito com um possível aparelhamento na PRF, após a corporação ser acusada de realizar operações no dia da eleição para prejudicar Lula.
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