Marcos Apolo Muniz, 49, foi o entrevistado do Pods Crer, na edição da última quinta-feira (14) do programa, e falou também sobre sua gestão e conduta na pasta
O secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC), Marcos Apolo Muniz, 49, foi o convidado do Pod’s Crer, podcast do Canal 92AM, na última quinta-feira (14) à noite. Com experiência de 40 anos no setor cultural como ator e humorista, incluindo como clown (palhaço profissional), o titular da pasta elogiou a direção e estrutura do portal como nova fonte de informações e comunicação do Estado e destacou o avanço nas políticas públicas para a área que administra mesmo no meio da pandemia.
“A gente tem um diálogo com as bancadas [políticas] por uma questão realmente institucional. Sentimos muito não ter mais um Ministério da Cultura [pelo Governo Federal) e isso às vezes dificulta um pouco algumas tratativas mais diretas [para o setor], mas o próprio governador Wilson Lima é um cara que tem um carinho e uma relação muito próxima com a Cultura e tem nos apoiado de uma forma histórica”, disse Marcos Apolo.
O apresentador do Pod’s Crer, Nivaldo Mota, que também trabalha como palhaço e integra o Conselho Estadual de Cultura no segmento Circo, relatou a questão logística que atrapalha a organização de eventos culturais no Estado, chamado por ele de “custo amazônico”. Em contrapartida, o secretário da SEC afirmou que o governo iniciou, em 2019, uma aproximação com o interior para desenvolver mais o setor cultural em áreas longínquas.
“Vou dar aqui alguns exemplos: nós criamos o Fórum Estadual de Secretários e Coordenadores de Cultura, onde conversamos com os 61 municípios e a capital e demos todo o suporte jurídico e operacional necessários na época da Lei Aldir Blanc [regulamentada pelo Governo Bolsonaro, em 2020, e que prevê auxílio financeiro ao setor cultural aos profissionais prejudicados pela pandemia]. Aconteceu um fato que os próprios colaboradores da secretaria [SEC] me reportaram como inédito, que foi colocar uma regra no edital, que sempre teve: 50% de recursos para a capital e 50% de recursos para o interior respeitando a divisão populacional. E no nosso último edital, 100% do recurso destinado ao interior foi para para o interior”, disse.
Outras ações do Governo do Amazonas que beneficiaram a cultura no interior, conforme Marcos Apolo, foram a inauguração de uma unidade do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro em Envira [outras unidades funcionam na capital Manaus e Parintins]; a criação de salas de cultura para municípios estratégicos; e o projeto Liceu Digital, que oferece cursos por meio de aulas gravadas e kits com os equipamentos.
“Hoje temos feito um trabalho transversal, integrado e fazendo acima de tudo o melhor nas condições que nós temos”, afirmou o secretário da SEC.
Sobre uma possível carreira na política como se especulou neste ano eleitoral, Marcos Apolo declarou que não tem interesse e nem sequer é filiado a algum partido. E caso o governador do Estado, Wilson Lima (União Brasil), não consiga ser reeleito, ele garante que não se manterá na secretaria mesmo que receba uma proposta para seguir no cargo por um novo governo.
Em relação à sua conduta como gestor público, o titular da SEC garante que nunca interferiu diretamente para nenhum conhecido ou amigo da área artística ser beneficiado em editais da pasta, como financiamento para projetos.
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