Vereador Diego Afonso (União Brasil) se incomodou com denúncias do colega da Câmara Municipal e afirmou que Guedes quer fazer "palanque político" com segmento
Os vereadores Rodrigo Guedes (PSC) e Diego Afonso (União Brasil) trocaram farpas no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (15). Depois que Guedes criticou o aumento do preço dos combustíveis nos postos da capital e afirmou que existe uma formação de cartel no setor, Afonso saiu em defesa dos empresários que lucram com a venda de gasolina e diesel, principalmente, e acusou o colega de fazer "palanque político" com o segmento.
Na quinta-feira passada, a Petrobras anunciou um reajuste de 18,7% no valor da gasolina e de 24,9% no preço do diesel nas refinarias, a partir da última sexta-feira (11). Mas no mesmo dia, logo após a estatal divulgar o aumento, muitos postos de combustíveis de Manaus já tinham acrescentado até R$ 1 a mais na faixa de preço da gasolina, conforme denunciou Rodrigo Guedes.
"Esses postos [agiram] de forma covarde com a população, inclusive, de forma criminosa. É realmente um crime contra o consumidor e [contra] a lei da economia popular. Isso está no CDC, o Código de Defesa do Consumidor. Se valeram da informação pública e de que todos já sabiam por redes sociais e pela imprensa [do aumento do valor da gasolina pela Petrobras] e passaram a aumentar o preço em até R$ 1", afirmou o parlamentar do PSC, completando que vários postos também elevaram o preço do etanol.
Em seguida, Guedes lembrou de um processo criminal que tramita na Justiça Federal, desde 2002, e que verificou evidências de cartelização dos preços dos combustíveis em Manaus, condenando na época 12 proprietários de redes de postos. Incomodado com o discurso do colega, o vereador Diego Afonso afirmou que Rodrigo Guedes queria fazer da tribuna da CMM "palanque político" e que teria que comprovar a formação de um cartel pelos empresários do setor de combustíveis.
"Eu não posso permitir que, Vossa Excelência, dê a sentença de centenas de empresários, que é a ponta mais fraca. Quer dizer que todo segmento agora é cartel? Prove isso. Não é simplesmente falar que o segmento aumenta e abaixa o preço caracteriza cartel. Tenha cuidado, vereador. Não seja leviano", disse Afonso, que culpou a Petrobras por praticar uma "equivocada política de preços dos combustíveis".
Em resposta, Guedes afirmou que existe uma nota técnica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que informa ter indícios de cartelização entre postos de combustíveis de Manaus. Ele ainda provocou o parlamentar do União Brasil declarando que pode entregar o documento da ANP sobre o cartel dos combustíveis "na bancada, no gabinete, no posto e na residência" de Diego Afonso.
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