Manaus, 30 de May de 2026   |  

Quem matou Silvanilde? Veja o que se sabe até o momento sobre o assassinato

Polícia | 24/05/2022 - 18:19
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Arquivo pessoal

A polícia e a família buscam respostas para o crime praticado com requintes de crueldade

O assassinato da diretora da diretora da 15ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), Silvanilde Ferreira Veiga, de 58 anos, ainda é cercado de mistérios.

Várias hipóteses são levantadas, mas nenhuma foi confirmada oficialmente pela polícia. Por que alguém teria motivos para matar uma mulher que era considerada uma mãe e profissional exemplar? Ódio? Vingança? Briga de vizinhos? Crime passional ou desentendimento familiar?

A polícia e a família buscam respostas para o crime praticado com requintes de crueldade.

Reconhecida na área dos direitos trabalhistas, Silvanilde era um exemplo de servidora pública, responsável por levar a 15ª Vara do Tribunal Regional do TRT 11 ao primeiro lugar em produtividade no Amazonas, conforme afirmou Tallita Lindoso, uma advogada das advogadas da família da vítima.

“Ela era uma servidora modelo. Não era à toa que ganhou diversos prêmios, não era à toa que a vara na qual ela era diretora, era o primeiro lugar em produtividade em todo o estado do Amazonas e em toda região do TRT 11, era a segunda”, declarou.

Além de servidora exemplar, Silvanilde era uma mãe dedicada e amorosa com a filha Stephanie Veiga, que foi quem a encontrou em uma poça de sangue no apartamento onde as duas moravam.

“Ela era um exemplo de mãe. Ela não merecia isso e quem fez isso tem que pagar. Não é possível que essa pessoa não vá pagar. É só isso que eu quero. Eu preciso que encontrem quem fez isso”, revelou aos prantos Stephanie.

Conforme o advogado Candido Honório, outro que faz parte da equipe que está orientado Stephanie, afirmou que a servidora não tinha nenhum relacionamento amoroso. Com isso, ele acredita que a motivação do assassinato tenha sido a alguma represália envolvendo o trabalho dela ou uma briga com vizinhos.

O dia do assassinato

A servidora foi encontrada morta, no sábado (21), pela própria filha, Stephanie Veiga. Ela estava com sinais de espancamento e com 12 facadas perfurações de faca, sendo um corte profundo no pescoço.

Stephanie relatou à polícia que saiu de casa, por volta das 16h, para se encontrar com o namorado e a noite recebeu uma mensagem de SOS da mãe.

Depois disso, ela mandou duas mensagens, porém não obteve resposta e pediu ao porteiro do condomínio, que fosse ao apartamento da genitora para verificar se estava tudo bem. Ao retornar, ele informou que ninguém atendia, e que os veículos estavam todos na garagem.

Estranhando a situação, ela foi ao apartamento, juntamente com o namorado, e encontrou a mãe estendida no chão da sala, de bruços em uma poça de sangue. Não havia sinais de arrombamento e a única coisa levada do local foi o celular da vítima. A servidora já morava no local há mais de 10 anos.

Os laudos preliminares do Instituto Médico Legal (IML) apontam que Silvanilde foi morta por asfixia, doze golpes de arma branca, e traumatismo crânio encefálico.

Mas como o assassino teria entrado no condomínio?

Esse é um dos grandes questionamentos, pois a casa não tinha sinal de arrombamento, ou seja, ele conhecia a vítima, e possivelmente já estava no condomínio ou nem saiu de lá.

As imagens das câmeras de segurança foram recolhidas e podem ajudar a identificar o criminoso. A advogada Tallita Lindoso destacou ainda que o acesso ao condomínio só poderia ser feito de forma remota, por meio do envio do acesso por parte do morador, mas o acesso à residência só poderia ser feito pelos próprios moradores por ser de biometria ou de uma senha. Além disso, também destacou que apenas a mãe e a filha tinham acesso à residência.

Advogados negam envolvimento da filha

A equipe de advogados da Stephanie – Cândido Onório, Tallita Lindoso e Daniela Cardoso – criticam as especulações de que a cliente teria envolvimento com o crime e reforçam que ela levou todos os aparelhos eletrônicos que estavam na residência para a DEHS.

Ao defender Stephanie, eles reforçam a tese de duas linhas de investigação, isso por parte deles: a possibilidade de briga com algum vizinho ou algo relacionado ao trabalho da servidora pública.

Depoimentos

Na segunda-feira (23), Stephanie foi ouvida pela equipe da Delegacia de Homicídio, além dela o síndico do condomínio e o porteiro que estava no dia do crime também deram depoimento.

O depoimento do porteiro era um dos mais aguardados nesta terça-feira (24), pois ele poderia informar se viu alguém entrando ou saindo do condomínio no horário do crime.

A polícia não divulgou o teor de nenhum dos depoimentos. Outras pessoas também foram ouvidas, mas também nada foi repassado pela polícia. A Delegacia de Homicídios alega que não pode repassar mais informações para não atrapalhar as investigações.

Polícia pede ajuda

O Sistema de Segurança Pública do Amazonas solicita a colaboração da população para localizar e prender o assassino da servidora pública federal Silvanilde Ferreira Veiga, que tinha 58 anos.

Quem tiver qualquer tipo de informação, pode entrar em contato pelo telefone 181, o disque-denúncia da SSP-AM.

Em nota, a SSP-AM disse que as equipes da Delegacia de Homicídios, das agências de inteligência e dos demais órgãos do sistema de segurança, estão usando todos os recursos para elucidar o caso.
 

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