Alunas do colégios fizeram a denúncia e mostraram os prints
A Força Aérea Brasileira (FAB) demitiu os professores Álvaro Luiz Pereira Barros e Eduardo Silva Mistura por "incontinência pública e conduta escandalosa na repartição", quando o servidor apresenta comportamentos vulgares e causa perturbação da moral.
Os dois professores foram investigados por possíveis práticas de assédios sexuais contra alunos e alunas do Colégio Brigadeiro Newton Braga, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso foi revelado pelo G1, em maio. Os dois negam as denúncias e disseram que vão recorrer.
Investigação
As investigações tiveram início após a Comissão de Direitos Humanos da OAB do Rio receber e encaminhar ao órgão federal uma série de denúncias que apontavam para possíveis abusos que teriam acontecido entre os anos de 2014 e 2020, quando algumas estudantes do colégio da Aeronáutica ainda eram menores de idade.
A atuação dos professores é ainda investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e foi concluída pela Aeronáutica, através de Processos Administrativos Disciplinares (Pads) instaurados na instituição de ensino.
Ao longo do processo, uma junta militar ouviu os suspeitos e vários dos alunos envolvidos, seja como testemunhas ou como possíveis vítimas. Em um dos prints apresentados, com uma conversa atribuída ao professor Eduardo Mistura e uma aluna, a insistência dele chamou atenção. Para essa jovem, o professor teria dito: "Gostaria de ter você nos meus braços. Tenho pensado tanto em ti".
"Toda essa questão merecerá análise do Poder Judiciário, o que demonstra haver precipitação nas conclusões e inegável objetivo de cancelamento social tanto do professor Álvaro como do professor Eduardo", dizia a nota da defesa.
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