Boris Johnson acabará com a obrigação legal de autoisolamento dos infectados, a partir de quinta-feira (24)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou nesta segunda-feira (21) o fim de todas as restrições contra a Covid-19, afirmando que o país tem "níveis de imunidade suficientes" para confiar na vacina e em tratamentos, apesar da oposição política e da relutância das autoridades de saúde do país. Nem mesmo a notícia, no domingo, de que a rainha Elizabeth II teve teste positivo para o coronavírus fez o premier britânico mudar de ideia.
Com o anúncio da estratégia denominada "Vivendo com a Covid-19", realizado no Câmara dos Comuns, o governo acaba com a obrigação legal de autoisolamento dos infectados, a partir de quinta-feira, e com sua política de testes gratuitos para detectar a doença, a partir de abril.
“Vamos aprender a viver com esse vírus”, disse o premier, que aproveitou para desejar melhoras à rainha. “Sei que toda a Câmara (dos Comuns) se juntará a mim para enviar nossos melhores votos a Sua Majestade, a Rainha, para uma recuperação completa e rápida. É um lembrete de que este vírus não desapareceu. Mas graças à incrível campanha de vacinação, o país está um passo mais próximo de voltar à normalidade e de finalmente devolver a liberdade às pessoas”.
Com as medidas, termina na quinta-feira a exigência legal de autoisolamento após um teste positivo, embora aqueles que forem diagnosticados sejam aconselhados a ficar em casa e evitar contato com outras pessoas por pelo menos cinco dias completos. Trabalhadores também não serão mais legalmente obrigados a informar seus empregadores quando pegarem a doença, e o auxílio do governo para quem estiver isolado acabará, assim como o rastreamento de contatos de rotina.
“A partir de 1º de abril, quando o inverno terminar e o vírus se espalhar menos facilmente, encerraremos os testes gratuitos para sintomáticos e assintomáticos do público em geral”, disse Boris, ressaltando que os exames gratuitos continuariam disponíveis para os mais vulneráveis.
O fim da testagem em massa é criticada por especialistas e partidos de oposição, que acusam Boris de querer distrair a atenção do público, no momento em que seu cargo está em perigo pela investigação sobre uma série de festas na residência oficial de Downing Street durante o período de confinamento.
O premier, que também é acusado de querer agradar a representantes conservadores que estão insatisfeitos com as restrições, disse ainda que as medidas impostas há dois anos representam um “grande custo para nossa economia, nossa sociedade, nosso bem-estar mental”.
“Não precisamos mais pagar esse custo”, disse o premier diante do Parlamento. “Então, vamos aprender a viver com esse vírus e continuar nos protegendo e aos outros sem restringir nossas liberdades”.
*Com informações do jornal O Globo
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