Cadeia Pública foi utilizada pela última vez após o Massacre do Compaj
A Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, situado na Avenida 7 de Setembro, no Centro de Manaus, será cedida para a Arquidiocese de Manaus, que usará as instalações para realização de ações sociais. O anúncio foi feito durante encontro entre o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o titular da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis.
A Cadeia Pública foi usada pela última vez em 2017, quando abrigou detentos de uma facção criminosa após o massacre ocorrido, em 1 de janeiro daquele ano, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Na época, o prédio estava desativado, mas precisou ser reaberto a fim de resguardar as vidas dos presos que estavam ameaçados de morte por membros de outra organização criminosa.
O governador revelou que vai assinar um Termo de Cessão do prédio e que na próxima terça-feira, 16/11, uma equipe do Estado vai fazer uma visita técnica ao local, juntamente com uma equipe da Prefeitura de Manaus, para verificar a situação para restauro do local, que foi desativado definitivamente no dia 12 de maio de 2017. O prédio, que possui 114 anos, é um marco na história do Sistema Prisional do Amazonas, sendo a primeira unidade prisional do Estado.
Para Sabá Reis, a cessão dá uma nova vida e um novo sentido ao prédio, que está desativado há mais de quatro anos.
“A igreja Católica, por meio de dom Leonardo, solicitou ao Wilson Lima, a cessão do espaço para que ali seja realizado um trabalho social. O governador acolheu, concordou com a proposta e a sugestão da igreja. E no dia 16/11, nós como Prefeitura de Manaus, que estamos realizando ações por toda a capital, mudando a cara da cidade, faremos uma visita ao local, para que esse procedimento tenha o andamento necessário da urgência da igreja”, destacou Sabá.
“Nós estamos trabalhando em conjunto com a Prefeitura de Manaus e com a Arquidiocese, para que a gente possa dar uma destinação nobre para aquele prédio. Todo mundo sabe e conhece a cadeia da 7 de Setembro como referência de conflitos. Mas agora, a gente trabalha para ter uma área de conforto, paz, abrigo e com o poder de levar o alimento espiritual e ação social por parte da Arquidiocese”, ressaltou Lima.
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