As imagens causaram bastante repercussão nas redes sociais
A Polícia Civil está investigando o caso de uma suposta agressão contra uma criança, de apenas 4 anos, dentro de uma unidade de ensino particular, localizada no município de Manacapuru. O fato aconteceu no mês de agosto, mas ganhou repercussão nesta semana.
Imagens de câmeras de segurança foram divulgadas, na terça-feira (20), e causaram bastante polêmica nas redes sociais.
O vídeo mostra a criança irritada e as educadoras da unidade tentando mantê-la em uma cadeira.
“Ele estava brincando com três coleguinhas e ela estava colocando ele de castigo no canto da sala”, diz a mãe da criança, que denunciou o caso à Polícia Civil.
Ela acrescenta que a criança pode ter ficado irritada, pois teria ido até a professora auxiliar e a chamado por várias vezes com a mão no órgão genital, indicando que estava com vontade de ir ao banheiro.
“Ela não deu atenção nenhuma. Ele foi para baixo de uma mesa e fez cocô nas calças. Eu comprovei isso depois, pois estava todo sujo. Ele não quis ficar na cadeira de castigo, pois estava só cocô e elas não perceberam”, conta a mãe.
A mãe conta que foi acionada pela escola por volta das 15h25, mas a situação teria acontecido às 14h18. “Meu filho passou quase uma hora nessa situação com elas, nessa tortura. Espero que a justiça seja feita, pois não quero que nenhuma outra criança passe pelo o que o meu filho passou. Os donos da escola estão dizendo que ele sofre de problemas psicológicos, o que não é verdade. Meu filho está fazendo acompanhamento após o que aconteceu na escola, pois não está dormindo e nem se alimentando direito. Ele não quer mais ir para a escola”, desabafa a mãe.
De acordo com a delegada Roberta Merly, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP), as partes envolvidas no fato já foram ouvidas e as investigações estão em andamento.
A titular reforça que trabalhos investigativos são sigilosos, portanto, mais informações não podem ser repassadas no momento, para não prejudicar o andamento do curso das investigações.
Em nota, compartilhada no Facebook, o Centro Educacional Primeiros diz que lamenta a divulgação do vídeo.
“As imagens somente fornecidas à mãe foram para que a mesma tivesse ciência do comportamento da criança e procurasse ajuda”, diz um trecho da nota.
A unidade de ensino afirma que as imagens não condizem com o contexto do fato ocorrido no dia 23 de agosto desde ano, o qual, segundo a escola, será devidamente apurado.
“Para resguardar a integridade da criança e da professora, a escola prefere aguardar a apuração dos fatos pelo Conselho Tutelar e pela justiça”, conclui.
Veja o vídeo
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