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Para não pagar dívida de R$ 300 mil, sócio mandou matar dono do Fast Temaki, diz polícia

Polícia | 09/04/2022 - 09:30
Por: Da Redação do Canal 92AM
Foto: Daniel Landazuri/Divulgação

Crime ocorreu no dia 2 de dezembro de 2021, nas proximidades do estabelecimento da vítima, no Parque Dez

Polícia Civil do Amazonas prendeu, na sexta-feira (8), Julian Larry Barbosa Soares, 34, investigado como mandante do homicídio do empresário Rafael Moura Cunha, que tinha 40 anos, de quem era sócio.

O crime ocorreu na noite do dia 2 de dezembro de 2021, após a vítima deixar seu estabelecimento no conjunto Eldorado, bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus.

O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), relatou que logo após o crime acontecer, as equipes da unidade policial iniciaram as investigações, a fim de solucionar o caso e dar uma resposta à população.

Segundo Cunha, foi possível constatar que Julian Larry ordenou a morte do sócio Rafael; e contratou Alinelson William Araújo Pereira, conhecido como “Coringa” e Adriano Fogassa Almeida, 23, chamado de “Biscoito” e “Bolacha”, para executarem o crime.

“Constatamos que a sociedade que eles tinham estava avaliada em R$ 400 mil, porém, Julian entrou com cerca de R$ 100 mil no negócio e ficou devendo o restante ao empresário, que passou a cobrá-lo incisivamente. Essa motivação patrimonial levou Julian a planejar a morte de Rafael”, explicou o delegado.

O negócio que a vítima tinha com o suspeito era o Blend Café Lounge, localizado na avenida Gabriel Corrêa Pedrosa, no Parque 10, inclusive, após a morte de Rafael, Julian Larry passou a comandar o negócio sozinho e estava pagando os pistoleiros com o dinheiro do estabelecimento.

Execução terceirizada

Ainda de acordo com a autoridade policial, o mandante contratou Alinelson William para cometer o homicídio, que é ex-presidiário, sendo assim, este terceirizou o serviço e também chamou Adriano Fogassa Almeida para a ação criminosa. Alinelson já foi localizado e preso no dia 25 de março deste ano, e Adriano continua sendo procurado pela polícia.

"Inicialmente os executores receberam a quantia de R$ 6 mil, mas após a morte da vítima, Julian herdou o estabelecimento comercial e passou a realizar pagamentos semanais para os criminosos. Verificamos por meio das imagens de câmeras de segurança do circuito interno de uma casa lotérica, o momento em que Julian realizava os depósitos”, relatou Cunha.

Prisão

Julian foi preso no estabelecimento comercial no bairro Parque Dez de Novembro. E durante buscas em sua residência, localizada no conjunto Hiléia, bairro Redenção, zona centro-oeste, os policiais encontraram os comprovantes dos depósitos que ele realizava para os executores.

Ordem judicial

O mandado de prisão temporária em nome de Julian Larry Barbosa Soares foi expedido nesta sexta-feira (8), pela juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, da Central de Inquéritos.

Disque-denúncia

O delegado solicita a quem tiver informações acerca de Adriano, deve entrar em contato pelo número (92) 98118-9535, o disque-denúncia da DEHS, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). “A identidade do informante será preservada”, garantiu Ricardo Cunha.

Procedimentos

O mandante foi indiciado por homicídio qualificado e será encaminhado à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde passará por audiência de custódia e ficará à disposição do Poder Judiciário.
 

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