Manaus, 30 de May de 2026   |  

Pai de família morto no 640 pediu calma à esposa e às filhas durante assalto: "relaxa"

Polícia | 23/11/2022 - 11:41
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Arquivo pessoal

José tentou acalmar as filhas e a esposa

Manaus vive, nesta quarta-feira (23), a comoção pelo covarde assassinato de José Roberto Barbosa, de 44 anos, morto na noite desta terça-feira por assaltantes que invadiram a linha 640 para roubar os pertences dos passageiros. Durante o velório, a esposa da vítima, Cleonice Barbosa, disse que o marido usou palavras de consolo com ela e as filhas, mesmo ferido e quase perdendo a consciência.

Os bandidos entraram no veículo na Max Teixeira e anunciaram o assalto. “Só sei que eles entraram, não sei aonde desceram, e eu fiquei preocupada com minhas filhas que estavam chorando, minha filha chorava. Ele (José) só falou relaxa.”, conta a viúva, que pediu justiça pela vida do esposo.

José escondeu o celular embaixo do banco e isso irritou os quatro criminosos. Após ser esfaqueado, os passageiros começaram a gritar dentro do 640. “O pessoal estava em cima dele, pessoal colocou uma blusa estancando o buraco. Ele disse relaxa e caiu do lado. O pessoal disse ‘acelera’, que eles viram que os bandidos já tinham saído. Quando chegou em frente da delegacia perto do T3, eles pediram para parar. Ele (motorista) queria levar até o (SPA) Danilo Corrêa mas o povo pediu para parar e aí eles desceram para tirar o meu esposo. Ele ainda estava com um pouco de vida esperando o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas aí quando chegou, ele já tinha falecido”, continua Cleonice Barbosa.

A imagem do corpo de José em frente ao 6º DIP correu Manaus e gerou ainda mais revolta. Os criminosos não foram identificados. "No momento que eles passaram para frente com a arma, falando pro motorista não parar para ninguém, que era um assalto, meu esposo colocou o celular para baixo do banco, eu também peguei minha bolsa e joguei debaixo da carteira e empurrei com o pé. Eu estava com minha filha pequena no colo. Meu esposo estava em pé, com as mãos no ferro, quando ele veio de lá violento e disse: ‘Não fura, não fura, a gente só quer o celular’”.

José estava a caminho do shopping para comemorar o aniversário de 13 anos de um dos filhos.

 

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