A morte foi confirmada pela Secretaria de Saúde de Parintins
O paciente de Parintins diagnosticado com a varíola dos macacos não morreu por conta da doença, conforme informou A Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).
“O paciente vindo de Parintins foi internado na unidade com quadro clínico de doença pulmonar e lesões cutâneas. Durante internação o diagnóstico de MonkeyPox deu positivo, mas a doença não tem relação com a morte, que foi causada por problemas de saúde pré-existentes”, disse a nota.
O paciente é soropositivo e abandonou o tratamento. Ele apresentou sintomas como febre, adenomegalia, fraqueza e erupções na face, membros superiores e inferiores, que correspondem à Monkeypox.
A confirmação do diagnóstico para a doença chegou ao do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS PIN) no dia 18 de agosto deste ano, através do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) Fiocruz Amazônia. O caso foi notificado no dia 12 do mesmo mês, quando o paciente foi submetido a um exame laboratorial por PCR em tempo-real com resultado “Detectável”.
A provável fonte de infecção ao vírus monkeypox ainda está em investigação epidemiológica.
Caso se varíola dos macacos no Amazonas
Conforme o último boletim, divulgado na sexta-feira (26) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), mais três casos foram confirmados no Amazonas. Tratam-se de homens entre 20 e 30 anos, sem necessidade de internação hospitalar e seguem em isolamento domiciliar.
O atual cenário no Amazonas é de 65 notificações, sendo 19 confirmados, 37 descartados e 9 suspeitos da doença.
Perfil Epidemiológico
Dos 19 casos confirmados, 95% são do sexo masculino - 18 do sexo masculino e 1 do sexo feminino -, com idade mediana de 29 anos (entre 20 anos a 57 anos). Ainda segundo o documento, 76% dos casos confirmados tiveram contato íntimo, incluindo sexual, com desconhecido/a e ou parceiro/a casual, nos últimos 21 dias, anteriores ao início dos sinais e sintomas.
Atendimento
A FVS-RCP destaca que toda a rede de saúde, incluindo unidades privadas e públicas, da capital e interior, está orientada para realizar atendimento de casos suspeitos de Monkeypox.
Orientações de prevenção para a população
- Evitar contato íntimo ou parcerias sexuais desconhecidas, assim como evitar parcerias múltiplas;
- Buscar um serviço de saúde nos casos de aparecimento de lesões (bolhas) ou feridas;
- No caso do aparecimento de lesões características de Monkeypox, ou diagnóstico confirmado, comunicar às suas parcerias sexuais dos últimos 21 dias, para realização de autoexame;
- Em casos suspeitos ficar em isolamento até resultado laboratorial;
- Em casos confirmados manter isolamento até total cicatrização da lesão, evitando contato com outros indivíduos e, caso o contato seja necessário, cobrir as lesões utilizando roupas compridas e higienizar as mãos com frequência;
- Medidas adicionais devem ser mantidas em casos suspeitos e confirmados, como a higiene das mãos com frequência, não compartilhamento de alimentos, talheres, roupas, roupas de cama, toalhas, e outros objetos, os quais, também devem ser manipulados com cuidado, sem contato direto com as mãos e com o corpo.
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