Manaus, 01 de June de 2026   |  

Omar diz que decreto federal que zera imposto de concentrados ameaça mais de 7 mil empregos no AM

| 29/04/2022 - 13:20
Por: Redação Canal92AM*
Foto: Divulgação

Senador do PSD-AM classifica a decisão do Governo Bolsonaro como mais um "ataque que destrói todo um segmento da Zona Franca de Manaus (ZFM)" e afeta municípios como Maués e Presidente Figueiredo

Na noite desta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou mais um decreto do seu pacote de isenções de tributos - como medida para supostamente conter a inflação - e agora coloca em risco mais de 7 mil empregos de famílias do Amazonas que dependem do setor de concentrados, zerando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de bebidas não alcoólicas. Essa pelo menos é a análise do coordenador da bancada do Amazonas no Senado Federal, Omar Aziz (PSD-AM), que classifica a decisão do Governo Federal como mais um ataque que destrói todo um segmento da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“O decreto acaba com um polo inteiro da Zona Franca de Manaus e o presidente sabe da importância desse segmento para o Amazonas, pois é um setor que gera empregos em Maués, em Presidente Figueiredo e em muitos outros municípios que produzem açaí. O presidente tem consciência do que está fazendo, mas a troco de quê? Os concentrados não influenciam em nada a inflação”, questiona o senador.

O senador do Amazonas reitera que mesmo com os ataques recentes à indústria local promovidos pelo Governo Federal, o Estado vai sobreviver pela força do seu povo e com a união da bancada amazonense para combater política e juridicamente a "cruzada de Bolsonaro contra o modelo ZFM".

Em 15 de abril, o Governo Federal já havia reduzido em 25% as alíquotas do IPI, impactando todos os produtos industrializados, deixando de fora apenas os segmentos de armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros e produtos de perfumaria. Segundo economistas e representantes da indústria amazonense, a decisão retira completamente a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM), o que já resultou no anúncio de saída de empresas para outros estados. Na época, a União justificou a renúncia fiscal com o objetivo de estimular a economia brasileira. 

*Com informações da assessoria

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