Manaus, 30 de May de 2026   |  

Nomes tradicionais do AM começam 2023 sem cargos e abrem espaço para nova geração

Política | 31/12/2022 - 09:00
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Reprodução

O ano de 2023 começa com mudanças significativas no tabuleiro político do Amazonas

O ano de 2023 é de grandes mudanças na política do Amazonas, talvez como nunca tenha havido na história dos parlamentos. Nomes tradicionais e campeões de votos começam em janeiro sem obrigatoriedade. Na lista há ex-governador, ex-senador e ex-vice-presidente da Câmara Federal. Ao mesmo tempo, uma nova geração pede passagem, misturando-se no tabuleiro do poder.

Tucano abandonou o ninho

Fundador do PSDB, o ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Neto deixou a sigla em novembro, após 33 anos de filiação. A derrota na disputa pela volta ao Senado enfraqueceu o político, que perdeu o comando do ninho tucano para Plínio Valério. 

Nos tempos de FHC na Presidência, quem poderia imaginar esse derrotado? 

Arthur segue ativo nas redes sociais, mas sem futuro definido. “Nem sei se vou me filiar a um novo partido”. Sem carga, sem partido e sem definição, Neto é um dos exemplos de quando se trata de política, nada é definitivo. “Fico feliz, porque me machucava bastante o coração ver aquele que já foi o melhor - e de legado mais significativo - partido da história republicana brasileira se descaracterizar e se envolver numa agremiação próxima com tantas outras, filhas da mesmice, da irrelevância e da mediocridade.”, disse para se despedir do PSDB.

Da vice-presidência para a iniciativa privada

O deputado federal Marcelo Ramos (PSD) é outro nome importante da política amazonense que começa 2023 sem mandato. Diferentemente de Arthur, o jovem parlamentar já avisou que vai para a iniciativa privada. “Vou para Brasília ou São Paulo”, disse.



Ramos pode não ter carga, mas participa e está bem-vindo nos bastidores do governo Lula, a quem é próximo, assim como o senador Omar Aziz. Cotado para ser candidato a prefeito novamente, o deputado ainda ironizou quem acha que ele está incomodado por não ter sido reeleito. “Para que fique claro. Eu não recebi o aumento no salário de deputado. Na vida privada receberei pelo menos 5 vezes o salário de deputado.”

Homem da Kombi fora do parlamento

Figura conhecida na política por seus discursos tradicionais em cima da Kombi, o deputado federal José Ricardo é outro político forte que não foi reeleito. Seu nome é cotado para ser o novo superintendente da Suframa. Com Lula no poder, a autarquia será desmilitarizada. “Se me for feito o convite, vamos analisar com certeza”, diz o parlamentar.


 

Esta semana José Ricardo foi visto ao lado da futura ministra da Cultura, Margareth Menezes, com quem discutiu o relatório de transição da massa.

O petista ganhou até carta de recomendação do Sinasefe-AM, que é o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional, por quem foi chamado de “nome político e técnico mais adequado” para a Suframa.

Serafim Corrêa sai, mas quer voltar

Ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa é outro veterano que não emplacou nas urnas. O deputado estadual pelo PSB não foi reeleito, anunciou sua aposentadoria, mas já voltou atrás.



Ele diz que vai ficar um tempo “trabalhando como economista e advogado”, mas evitado por não sair das disputas eleitorais. “A política só tem porta de entrada”, disse.
Seu nome também foi cotado para a Suframa, mas ele mesmo esta semana disse que não é o caso. “Tenho certeza que o presidente Lula vai indicar o nome adequado, mas não estou acompanhando este processo”.

Bosco Saraiva corre por fora na Suframa

“Meu projeto pessoal é fazer de 2023 meu ano sabático.”. A afirmação é do deputado federal Bosco Saraiva, outro nome que deixa a Câmara Federal sem futuro definido no Solidariedade.

O ex-secretário de Segurança afirma que pretende ficar fora do tabuleiro em 2023, mas seu nome é uma indicação da Indústria e Comércio.

 

Bosco é um exemplo clássico na política de como movimentos estratégicos como “dar um tempo” podem ser certeiros para as próximas cargas e espaços de poder, ainda mais em tempos de nova geração se articulando.

Nova geração

Se 2023 ainda está cheio de indefinições, uma coisa esta certa. A parceria entre o governador Wilson Lima (UB) e o prefeito David Almeida (Avante) segue firme. Na última quarta-feira (28), os dois almoçaram juntos e firmaram compromisso de nova caminhada nas eleições 2024.

Ao contrário dos adversários, os dois têm a favor a marca da nova geração de políticos que se estabilizam no cenário, casos que também se aplicam a Roberto Cidade na Aleam e Caio André na CMM. David indicou Tadeu de Souza para vice-governador de Wilson, que agora pode indicar o vice na chapa de Almeida. O prefeito, candidato à reeleição, pode estar no caminho do Progressista de Marcos Rotta.

Sinal de que o ano novo na política do Amazonas começa cheio de alternativas, mesmo para quem parece estabilizado.


 

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