Volodimir Zelenski afirmou que geradores a diesel garantiram o fornecimento de energia vital para os sistemas de refrigeração e segurança do complexo nuclear de Zaporíjia, o maior da Europa, na quinta-feira (25)
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse que o mundo escapou por pouco de um desastre radioativo após a energia do complexo nuclear de Zaporíjia, o maior da Europa, ser interrompida durante horas nesta quinta-feira (25). Em discurso por vídeo, ele acusou a Rússia de um bombardeio que incendiou uma usina de carvão localizada nas imediações, provocando o desligamento da fábrica.
Segundo Zelenski, geradores a diesel garantiram o fornecimento de energia vital para os sistemas de refrigeração e segurança, acrescentando que a rápida reação da equipe no local foi determinante para evitar uma catástrofe. "A Rússia colocou a Ucrânia e todos os europeus a um passo de um desastre de radiação. A cada minuto que as tropas russas permanecem na usina nuclear há o risco de uma catástrofe global".
Moscou, por sua vez, culpa Kiev pelo incidente, afirmando que a interrupção foi resultado das "provocações dos combatentes de Zelenski". Nesta sexta-feira (26), o Ministério da Defesa da Rússia disse que suas tropas destruíram um obus M777 fabricado nos EUA que teria sido usado pela Ucrânia para bombardear a usina.
A Energoatom, estatal de energia nuclear da Ucrânia, informou que a eletricidade para as demandas da própria usina está sendo fornecida através de uma linha do sistema elétrico da Ucrânia, acrescentando que um dos dois reatores que estavam em atividade já foi reconectado à rede ucraniana e está ganhando capacidade.
De acordo com a empresa, esta é a primeira desconexão completa na usina, que foi capturada pela Rússia em março e se tornou um ponto crítico na guerra. Desde o início de agosto, Zaporíjia é palco de explosões que suscitaram temores de um acidente nuclear.
*Com informações da Reuters
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