Manaus, 30 de May de 2026   |  

Multidão se reúne para protestar contra atentado a Cristina Kirchner em Buenos Aires

Mundo | 02/09/2022 - 15:05
Por: Redação Canal92AM*
Foto: Mariana Nedelcu/Reuters

Vice-presidente da Argentina sofreu uma tentativa de assassinato, na última quinta-feira, quando o brasileiro Fernando Sabag Montiel tentou atirar na política

Uma multidão ocupa o centro de Buenos Aires nesta sexta (2) para repudiar a tentativa de assassinato de Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina, ocorrido na quinta (1º), quando o brasileiro Fernando Sabag Montiel tentou atirar nela. 

Segundo o jornal La Nación, todos os ministros do governo Alberto Fernández participarão da mobilização. Ainda não há definição se o presidente se juntará a eles.

A maior manifestação tem como destino a emblemática Praça de Maio, onde desembarcaram centenas de pessoas na manhã desta sexta (2), vindas de diferentes partes da capital, e para onde devem desaguar as demais mobilizações.

A praça abriga não só dezenas de coletivos políticos, como também cidadãos independentes, que não pertencem a partidos ou organizações.

Acompanhadas dos pais, crianças formam parte visível da concentração. As arquitetas de La Plata Eugenia Rodriguez Daneri, 34, e Licia Ríos, 47, por exemplo, vieram com os filhos de 12 e 6 anos.

"Viemos defender Cristina e a democracia", diz Licia. Eugenia atribui a dirigentes de direita a promoção da retórica de violência política que, na sua opinião, desembocou no atentado.

Trazer as crianças, dizem as mães, é uma forma de introduzi-las na cultura nacional e permitir que criem memórias de participação política. Sentadas no gramado em frente à Casa Rosada, elas descansavam ao som de batuque aguardando o início dos demais atos.

O pesquisador de ciências sociais e professor universitário Sérgio, 48, —que prefere não dizer o sobrenome— foi outro que esteve acompanhado do filho, Timotio, 8. Em um país com tradição de marchas nas ruas, esta é a primeira vez que o menino participa de uma.

Sérgio afirma que era inimaginável um atentado contra Cristina. "A Argentina sempre pode te surpreender. Mas a verdade é que isso era impensável. Nos encheu de medo. Mas o medo se combate marchando."

Para ele, o ato dá fôlego à mobilização nas ruas, em parte desacelerada durante a pandemia de Covid.

A região também está repleta de ambulantes, que vendem comidas e bebidas e também aproveitam para comercializar itens com símbolos do país.

Maximiliano Policicchio, 42, carpinteiro e músico, relata que sempre comparece aos atos para apoiar o kirchnerismo e também para vender fotografias de figuras como os Perón, Diego Maradona e os próprios Kirchner.

Há três horas na Praça de Maio, já havia vendido cerca de 20 imagens, cada uma a 400 pesos (cerca de R$ 8 no câmbio paralelo).

Eduardo Luna, 69, comerciante que também se identifica com o kirchnerismo, diz que a importância de participar de manifestações do tipo é "mostrar que o povo vai apoiar o sistema democrático, mesmo com todos os defeitos que pode ter, e repudiar a violência política".

Se nas principais avenidas o movimento era intenso, com a interdição de parte avenida 9 de Julho a carros, as demais ruas estavam com trânsito tranquilo e incomum para uma sexta-feira, após o governo decretar feriado nacional —o ato foi criticado por líderes da oposição, interpretado como uma atitude de oportunismo político.

As principais cidades do interior do país também organizaram eventos em apoio à Cristina.

*Com informações do jornal Folha de S.Paulo 

E-mail: [email protected]

Fone: (92)99179-2465

© 2022. Canal 92 AM - Todos os direitos reservados