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Mulheres mostram força no empreendedorismo em Manaus

Economia | 08/03/2022 - 12:30
Por: Redação Canal92AM
Foto: Divulgação

Mulheres estão cada vez mais mostrando força no empreendedorismo

O empreendedorismo feminino cresce a cada ano no Brasil. No Amazonas, as mulheres mostram cada vez mais força e se destacam em diversos setores da economia. Neste 8 de março conheça a história de mulheres inspiradoras.

Nathaly Rodrigues, de 30 anos, mais conhecida como Naty Cakes, faz sucesso nas redes sociais com vendas de bolos e doces. O dom da culinária é de família.

“Cresci vendo minhas tias e minha avó cozinhando. Depois de um tempo comecei a fazer também. Todo aniversário de família eu fazia os bolos e as pessoas falavam para trabalhar com isso, depois de um tempo resolvi, de fato, fazer para vender, mas no começo eram os bem simples, bolo vulcão, bolo com brigadeiro. Comecei a pagar minhas contas com as vendas e resolvi me especializar”, conta Naty.

O dom virou profissão, Naty se formou em gastronomia e fez vários cursos para se especializar cada vez mais. “Trabalho com confeitaria desde meus 18 anos, mas só comecei a me especializar aos 24 anos. Hoje sou reconhecida pelo meu trabalho, graças a Deus. Vendo bastante pelo instagram, WhatsApp e Facebook”, completa.



Começo difícil

Entretanto, o começo da caminhada não foi nada fácil, Naty encontrou dificuldades, mas não desistiu.

“No começo, nem todo mundo abraça a gente. Procurei algumas confeiteiras para me apoiar. Elas prometiam que iam mandar receitas, mas nunca mandavam. Então, decidi que ia aprender e depois ia ensinar outras mulheres, pois é muito ruim querer entrar em um negócio e não ter apoio”, afirma.

Ateliê para ajudar outras mulheres a empreender

Com o desejo de ajudar outras mulheres e dar o apoio que não recebeu no começo do trabalho, Naty está construindo um ateliê, que além de ser um espaço físico das vendas, será usado para realizar cursos.

“Estou construindo o meu próprio ateliê, falta apenas o acabamento. Parei um pouco a obra por conta do alto preço nos materiais de construção, mas vou terminar no segundo semestre deste ano. O plano, após concluir a obra, é realizar cursos para ajudar outras mulheres a empreender”, pontua.



Naty é o sinônimo da mulher amazonense: forte e determinada. Ela é portadora da síndrome de Sjögren, doença que faz o sistema imunológico do corpo atacar as próprias células saudáveis que produzem saliva e lágrimas e causa secura na boca e olhos.

Mas a doença não fez Naty parar. Ela divide com os seguidores e clientes como convive com a síndrome no dia a dia.

Ramo da educação

De um pequeno prédio, com 84 alunos, para uma escola com mais de 30 salas, laboratórios bem equipados, professores especializados e mais de 3 mil alunos, com diversas turmas se formando em cada semestre em mais de 30 cursos técnicos, auxiliares e pós-técnicos, nas áreas de Gestão e Negócios, Ambiente e Saúde, Infraestrutura, Segurança, Comunicação e Informação, Controle e Processos Industrias e Produção Industrial. Esse é o Centro de Ensino Técnico (Centec), criado pelas irmãs Eliana Cássia de Souza e Juliana Nakano.

Eliana, de 57 anos, diretora técnica pedagógica do Centec, contou que o empreendimento começou em 1991, com a fundação de uma creche, que até então estava ligada à área da saúde e que em 1996 passou para área da educação.

Sobre as dificuldades de quando começou o negócio, Eliana afirma que empreender exige resiliência e coragem.

“Todo negócio precisa de um tempo para amadurecer e atingir o ponto de equilíbrio. E mesmo depois disso é preciso continuar atento às mudanças do mercado e inovar sempre. Hoje atendemos alunos na educação profissional, pós médio. Somos mais de 3 mil”, diz.



Sobre as metas para os próximos anos, a empresária salienta que o objetivo é ampliar o número de cursos, manter laboratórios sempre atualizados, com equipamentos modernos.

Para mulheres que pensam em começar um negócio, mas sentem medo, Eliana afirma que, apesar de toda dedicação necessária, empreender traz bons frutos.

“Nos proporciona viver nosso propósito, e deixar um legado de colaboração. No meu caso, meu objetivo com a educação é construir futuros melhores, tanto para nossos alunos, quanto nossos professores”, finaliza.

Mulheres em cargos de liderança

Além de empreender, muitas mulheres ocupam cargos de lideranças em várias empresas. Uma delas é Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin.

“Nós cultivamos a diversidade no ambiente corporativo e no coração dos negócios, e reconhecemos que a presença feminina no ambiente de trabalho não é só um direito, mas tem relevância competitiva para as empresas. No Sabin, 74% dos cargos de liderança são exercidos por mulheres”, reforça.

Além de incentivar as mulheres a ocuparem seus espaços e serem protagonistas de suas trajetórias, conforme Lídia Abdalla, é preciso discutir e conscientizar a todos que, nos dias de hoje, não há lugar para falas e atitudes preconceituosas, mas sim respeito com todos.

“Nosso quadro é composto por 6,3 mil colaboradores em todo o país. Desse total, 77% são mulheres. Em 2018 criamos um programa de inclusão por acreditar que todos devem se sentir representados dentro da organização. A iniciativa está fundamentada em cinco pilares: gênero, raça, LGBTQI+, pessoas com deficiência e multigerações”, afirma.

*Da Redação do Canal92AM

 

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