Manaus, 02 de June de 2026   |  

Motoristas relatam a vereadores que se sentem intimidados por empresas de app após busca por melhorias no serviço, em Manaus

| 14/03/2022 - 10:05
Por: Redação Canal92AM
Foto: Reprodução/Senado

O repasse de 1% do valor arrecadado pelos aplicativos de transporte de passageiros em Manaus, foi tema de uma audiência pública na Comissão de Transporte, Mobilidade Urbana e Acessibilidade, solicitada pelo vereador Rosivaldo Cordovil (PSDB), na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Na ocasião, motoristas relataram aos vereadores que são excluídos da plataforma de empresas parceiras após buscarem por melhorias na qualidade do serviço prestado na capital amazonense.

A arrecadação é prevista na Lei Municipal nº 2.486, de de 24 de julho de 2019, que instituiu o pagamento de imposto pelas empresas de aplicativos de transporte de passageiros na capital com base no faturamento por corridas. No decreto, a Prefeitura explica que os impostos são referentes a custos de fiscalização e manutenção da infraestrutura do transporte urbano.

O presidente da Comissão, Rosinaldo Bual (PMN), detalhou que mesmo após a regulamentação da categoria na capital amazonense, o repasse não é realizado e que as grandes empresas de aplicativos dificultam por não possuir um escritório em Manaus. “Isso de certa forma prejudica e por esse motivo estamos sugerindo que os motoristas adiram as plataformas locais, o que tornaria o recolhimento desse imposto mais regular”, destacou.

Rosivaldo Cordovil, explicou que o recolhimento do imposto é necessário para que todas as cobranças de melhorias feitas pelos aplicativos sejam atendidas. “É uma porcentagem para atender a melhoria que os motoristas cobram, e também atender as demandas de Manaus, como infraestrutura e segurança. Também pedimos que os aplicativos tenham escritório na capital amazonense para facilitar a conversa de todos para solução de problemas”, detalhou.

A falta de escritório das grandes plataformas em Manaus também foi criticada pelo presidente da Associação dos Motoristas e Entregadores por Aplicativos do Estado (Ameap/AM), Alexandre Matias, que relatou a dificuldade da categoria ter seus pleitos atendidos sobre estas empresas.

“Temos hoje uma taxa que pagamos por corrida que varia de 35% a 65%, que questionamos, bem como a segurança dos profissionais, e não podemos conversar diretamente com os representantes destas plataformas e quando fazemos contato pelo aplicativo, eles pedem para desfazermos a parceria, o que é um absurdo. Precisamos rever isso e contamos com a ajuda desta Casa”, enfatizou.

Na reunião, realizada na última quinta-feira (10), ficou decido que uma nova audiência será realizada e que serão convocados os representantes de todas as plataformas, os motoristas cadastrados, a sociedade civil organizada e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

*Com informações da asssessoria

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