A segunda noite do Festival Folclórico de Parintins trouxe emoções para quem estava nas arquibancadas das torcidas de Caprichoso e Garantido. No sábado (25), Caprichoso abriu a noite e o Garantido fechou.
Diferente da noite de sexta (24), os dois bumbás cumpriram o tempo de apresentação e não houve correria. Com o espetáculo Amazônia Aldeia: o brado do povo, o boi Caprichoso trouxe para a arena do Bumbódromo lutas constantes dos povos e comunidades tradicionais da Floresta.
O bumbá apostou na toada Vale do Javari, de 1996, para lembrar da luta de ativistas e ambientalistas em defesa dos povos da Floresta e homenagear o jornalista Dom Philips e o indigenista Bruno Araújo, assassinados este ano por defenderem a Amazônia.
O garantido pisou na arena em defesa da negritude e das minorias. Na voz do levantador de toadas Edilson Santa, o bumbá vermelho e branco apresentou a versão reeditada da toada Apocalipse Karaja, de 1996, que foi considerada o ápice da apresentação com o pajé, Adriano Paketá, chegando na arena suspenso em um gavião.
Apesar da aposta, o Garantido não agradou sua torcida que, antes do fim da apresentação, começou a deixar a arquibancada. O local é também um item que custa pontos ao bumbá.
Neste domingo, Garantido abre e o Caprichoso fecha a última noite do Festival de Parintins.
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