Já os partidos os partidos PSOL e Rede pedem a cassação do mandato do deputado
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PSD-AM), pediu punição contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por ironizar tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão no período da Ditadura Militar.
"Esta não é uma Casa que tolera, cultua, que ironiza tortura. Esta é a Casa de Ullyses Guimarães. Esta é a Casa que tem amor à democracia e ódio à tortura. Ditadura nunca mais. O deputado precisa ser responsabilizado, porque não cabe a um parlamentar cultuar o que é o fim do funcionamento desta Casa. Ditadura não existe com parlamento aberto e livre", disse Ramos nesta terça-feira (5).
No domingo (3), Eduardo Bolsonaro debochou da tortura sofrida pela Miriam Leitão durante a ditadura militar no Brasil, após a jornalista publicar um artigo chamando o presidente jair Bolsonaro de inimigo confesso da democracia. Miriam comentava declarações recentes de ataque de Bolsonaro às instituições democráticas.
O parlamentar disse, pelo Twitter, sentir "pena da cobra" que torturou a jornalista. Miriam foi presa durante a ditadura militar e torturada com tapas, chutes e golpes que abriram sua cabeça. Além disso, teve de ficar nua em frente a 10 soldados e três agentes de repressão e passar horas trancada em uma sala com uma jiboia —a cobra citada por Eduardo. Na época, a jornalista estava grávida de um mês e era militante do PCdoB.
Os partidos PSOL e Rede apresentaram, na segunda-feira (4), ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados um pedido de cassação do mandato do deputado. O PT apresentou um pedido semelhante, em separado.
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