Manaus, 01 de June de 2026   |  

Mandel é criticado por aliado ao acusar colegas da CMM de omissão sobre dossiê do transporte coletivo

| 21/06/2022 - 15:15
Por: Diogo Rocha

O vereador Amom Mandel (Cidadania) anda incomodado com o silêncio e a falta de apoio da Câmara Municipal de Manaus (CMM) sobre o dossiê do transporte coletivo da capital, apresentado por ele há 12 dias em uma coletiva de imprensa, e cobrou um posicionamento dos colegas de Parlamento, nesta terça-feira (21). O ‘puxão de orelha’ não agradou e causou atritos até com um aliado dele, o vereador Rodrigo Guedes (Republicanos).

“Ninguém aqui [na CMM] se manifestou ainda sobre o dossiê [que, segundo o parlamentar, explica como o sistema de transporte ficou deficitário]. O que está faltando? São 700 páginas, descrevendo lá de cabo a rabo a situação do transporte coletivo de Manaus, sem excluir ninguém [das gestões da Prefeitura de Manaus] durante o período analisado nos últimos 15 anos [...] Nenhum político no Estado do Amazonas vai apoiar isso [o dossiê]? O Ministério Público [do Estado] vai ficar estagnado? Os órgãos de controle também? A Câmara Municipal é o principal órgão que serve para fiscalizar o Poder Executivo”, disse Mandel, em seu discurso de cobrança aos parlamentares.

Em sua defesa, Rodrigo Guedes, que junto com o parlamentar do Cidadania formam a única oposição na CMM, disse que sempre apoia qualquer iniciativa de fiscalização e rebateu a fala de Amom Mandel sobre uma suposta omissão de todos da Casa Legislativa em relação ao dossiê.

“Só acho que não podemos dizer que há uma omissão, pelo menos de todos, por ainda não ter se manifestado. Eu, particularmente, pretendo ler as 700 páginas [...] Eu não posso ser acusado, por exemplo, de omissão porque não li o dossiê ainda [...] Só que não dá para ser na velocidade que Vossa Excelência [Amom Mandel] queira porque tenho outras atribuições a fazer”, disse Guedes, que afirmou ser grave a acusação de Mandel.

Amom ainda tentou desfazer o mal-estar com o aliado do Parlamento dizendo que se referia aos vereadores de legislaturas passadas da Casa Legislativa e que não estão mais exercendo nenhum mandato. Guedes tentou interromper a fala do vereador do Cidadania no momento da explicação, mas foi advertido pela Mesa Diretora na sessão.

Antes do encerramento do discurso, Amom Mandel afirmou que se a “carapuça serviu” não era de responsabilidade dele apontar os vereadores que considera omissos. Ele também explicou que das 700 páginas do dossiê sobre o transporte coletivo de Manaus, elaborado pelo seu gabinete, 50 páginas eram de análise e revisão do processo histórico sobre a precarização do sistema. As outras 650 páginas do documento são de anexos usados como fontes e referências para montar a ‘caixa-preta’.

Os vereadores William Alemão (Cidadania) e Capitão Carpê Andrade (Republicanos) afirmaram que a Câmara Municipal de Manaus não é omissa e manifestaram apoio ao pedido de Mandel para acionar os órgãos de controle sobre os serviços prestados pelas empresas de transporte público. 

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