Debandada começou na noite da última terça-feira (21) após o Congresso Nacional aprovar o Orçamento de 2022
A adesão ao movimento de auditores da Receita Federal de entrega de cargos de chefia após o Congresso Nacional prever no Orçamento de 2022 reajuste salarial para policiais federais cresceu nesta quinta-feira (23).
Segundo o Sindifisco (sindicato da categoria), 44 auditores deixaram seus cargos. Com a medida, eles irão voltar para funções na Receita. Ao todo, 635 auditores já abriram mão de cargos comissionados.
O movimento é uma resposta à aprovação do Orçamento por deputados e senadores com um pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), de contemplar com aumento salário policiais, sua base política, em ano eleitoral.
O Sindifisco afirmou nesta quinta que a entrega dos cargos de conselheiros do Cart têm potencial para já começar a afetar o julgamento de recursos no órgão.
"O Sindifisco Nacional fará ao longo do dia assembleias telepresenciais com a categoria em todo o país a respeito das ações a serem tomadas diante dos cortes orçamentários na Receita Federal, do descaso e quebras de compromisso do governo para com a categoria. A pauta prevista é para decidir pela paralisação da categoria, para referendar a entrega de cargos, que já está ocorrendo", afirma nota divulgada pelo sindicato.
"A entrega de cargos envolve o compromisso de que ninguém irá ocupar o cargo que o outro entregou. A assembleia também definirá se a categoria partirá para a operação padrão na Aduana, se adotará o desligamento dos projetos nacionais e regionais, e o não preenchimento de relatórios gerenciais".
Os auditores fiscais iniciaram mobilização na noite de terça-feira (21), quando o Congresso Nacional aprovou o orçamento 2022. A lei orçamentária prevê um total de R$ 4,9 bilhões para fundo eleitoral e também R$ 1,7 bilhão para o reajuste para policiais federais.
O reajuste aos policiais foi um pedido do próprio presidente Jair Bolsonaro. Apenas policiais e agentes comunitários de saúde obtiveram reajuste dentro do funcionalismo. Os auditores reclamam que havia um acordo com a Economia para honrar o pagamento de bônus de produtividade, instituído em 2016, mas que nunca entrou em prática.
*Com informações do jornal Folha de S.Paulo
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