Crime bárbaro chocou a população do município, em 2017, e foi motivado pelo desejo da mandante em herdar a casa da mãe
Na última quinta-feira, após 16 horas de júri popular no município de Nova Olinda do Norte, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) conseguiu a condenação dos responsáveis pelo assassinato de Elza Correa Costa, 66, após quatro anos do crime.
Ela já está presa e acabou sentenciada, na quinta-feira, a 29 anos e três meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, furto e corrupção de menores. O motivo do assassinato foi o desejo de Teca em herdar a casa da mãe, com quem mantinha um relacionamento ruim. A idosa sofreu golpes violentos e ainda teve o corpo esquartejado. O caso obteve repercussão em todo o Estado e chocou a população do município.
Segundo o Promotor de Justiça do MPAM, Cláudio Facundo, a filha da vítima planejou o assassinato da mãe junto com o namorado Hamilton Souza da Costa, o “Milton”. Ele foi condenado a 14 anos e três meses de prisão por homicídio, mas aguardará o trânsito em julgado para ir para a penitenciária também.
Na época do crime, Teca contratou, por R$ 10 mil, dois rapazes, sendo um menor de idade, para cometer o assassinato. Um deles é Alex Pereira da Costa, que segue foragido depois de ter sua prisão preventiva decretada. Mas mesmo na ausência do reú, o júri popular de Nova Olinda do Norte condenou Alex a pena de 21 anos e três meses em regime fechado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
“A ré [Maria Madalena, a Teca] esperou os contratados em sua casa, entregando armas para a execução do crime – sendo uma delas a 'barra de ferro'. O assassinato foi seguido de esquartejamento. Para ocultarem o cadáver, o corpo foi colocado dentro de uma mala e lançado no rio”, declarou o Promotor de Justiça.
*Da Redação e com informações da assessoria
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