Manaus, 30 de May de 2026   |  

Julgamento: sobrevivente que ficou paraplégico diz que tenente atirou em todos dentro de carro em Manaus

Polícia | 14/09/2022 - 17:28
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Raphael Alves

A vítima ficou paraplégica, conforme o assistente de acusação Maurílio Filho

Começou na manhã desta quarta-feira (14) o júri popular do tenente Joselito Pessoa Anselmo, acusado por homicídio qualificado contra Edizandro Santos Louzada e Grasiano Monteiro Negreiros, e tentativa de homicídio contra Robson Almeida Rodrigues e Lurdenilson Lima de Paula. A setença deve sair ainda na noite de hoje.

O crime ocorreu em 5 de janeiro de 2019, na rua Monte Horebe, bairro Colônia Santo Antônio, zona Norte de Manaus.

A primeira testemunha de acusação, ouvida via videoconferência, foi Lurdenilson, um dos sobreviventes. O depoimento durou até 10h53. Ele afirmou que Joselito disparou contra os ocupantes do veículo em que estavam. A vítima ficou paraplégica, conforme o assistente de acusação Maurílio Filho.

Na sequência foi ouvido o outro sobrevivente, de forma presencial, Robson Almeida Rodrigues, testemunha de acusação; depois a terceira testemunha, única listada pela a defesa.

No interrogatório, iniciado por volta das 13h55 encerrado 15h26, o réu disse que ficaria calado sobre as denúncias que lhe eram imputadas. Mas, ao ser questionado pelo juiz se gostaria de dar a sua versão dos fatos, negou ter efetuado os disparos. "Eu não atirei em ninguém e não confesso esses crimes”, declarou.

Após um intervalo de cinco minutos começaram os debates entre Promotoria e Defesa. O MPE/AM começou seu debate às 15h44.

O crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas, Joselito Pessoa Anselmo estava no interior de um veículo Voyage, em companhia de Edizandro Santos Louzada, Grasiano Monteiro Negreiros, Robson Almeida Rodrigues e Lurdenilson Lima de Paula.

Todos tinham acabado de sair de uma casa noturna e Edizandro Santos Louzada conduzia o veículo quando, sem motivo aparente, Joselito, que estava no assento do meio do banco traseiro, sacou uma arma de fogo e passou a efetuar disparos em direção de cada ocupante do veículo, enquanto gritava dizendo que iria matá-los, ainda conforme a denúncia do órgão ministerial.

Edizandro recebeu um tiro na região da nuca e morreu no local. Lurdenilson, que estava no assento direito dianteiro, sofreu um tiro nas costas, o qual atingiu-lhe a coluna cervical.

Grasiano, que estava no banco traseiro atrás de Lurdenilson, foi alvejado no pescoço e morreu logo em seguida. Robson, que estava no banco traseiro atrás do motorista, sofreu um tiro no ombro esquerdo enquanto tentava se defender de Joselito, ocasião que também sofreu outros ferimentos. Ainda conforme os autos, durante a luta, Robson conseguiu desarmar Joselito e saiu correndo do local para buscar socorro para as vítimas.

Na fase do inquérito policial, Joselito alegou perante a autoridade policial que não atirou para atingir os demais ocupantes do veículo e sim para se defender de pessoas de um outro veículo que, segundo ele, estaria emparelhando com o Voyage ocupado pelo grupo.

Segundo os autos, a versão do réu não foi confirmada pelas vítimas sobreviventes e os laudos apontaram que o Voyage não apresentou qualquer vestígio de penetração de projéteis de arma de fogo vindos de fora para dentro.

*Com informações da assessoria 

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