Com 42 deputados, a bancada tende a receber cerca de três dezenas de nomes
As legendas do país iniciam uma temporada de perdas e conquistas de filiados a partir desta quinta-feira (3) com a abertura da janela partidária, período no qual deputados podem migrar de sigla sem perder seus mandatos — a regra vale até 1º de abril.
Como grande parte das negociações está em curso desde o ano passado, líderes e dirigentes já identificaram as principais movimentações e o impacto na correlação de forças do Congresso.
Na Câmara, o maior beneficiado deve ser o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, fortalecendo assim ainda mais o Centrão. Com 42 deputados, a bancada tende a receber cerca de três dezenas de nomes. A maior parte virá do União Brasil, agremiação que mais deve perder quadros na dança das cadeiras.
O PL deve se beneficiar justamente pela chegada de Bolsonaro, que se filiou no final do ano passado e, desde então, começou a trabalhar para atrair para a legenda nomes com forte potencial eleitoral, como os deputados Eduardo Bolsonaro (SP), um de seus filhos, e Bia Kicis (DF), ambos do União Brasil.
Na outra ponta dessa balança, o União Brasil, resultado da fusão entre DEM e PSL, deve encolher dos atuais 78 deputados para menos de 60. Assim, poderá ser rebaixado da liderança à segunda maior força da Casa. Isso porque grande parte da tropa bolsonarista ainda está vinculada ao PSL, partido pelo qual o presidente se elegeu em 2018, e que agora deve ir para o PL.
Crise na base
O movimento de incentivar aliados do presidente a optar pelo PL, feito pelo próprio Palácio do Planalto, causou uma crise com um dos principais partidos da base, o Republicanos. Na semana passada, o presidente da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), disse que Bolsonaro “só atrapalhava” as negociações da sigla. Ontem, evitou fazer previsões.
"Não sabemos ainda (como será o saldo da janela)", disse.
*O Globo
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