Manaus, 01 de June de 2026   |  

Ironias e troca de farpas marcam 1º debate com candidatos ao Governo do AM em 2022

| 08/08/2022 - 11:05
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Divulgação/Band Amazonas

Da esquerda para a direita: Henrique Oliveira, Eduardo Braga, Amazonino Mendes, o apresentador Neto Cavalcante, Carol Braz, Israel Tuyuka e Ricardo Nicolau

O primeiro debate na TV aberta com os candidatos ao Governo do Amazonas nas Eleições de 2022 reuniu seis dos sete nomes convidados. A transmissão ao vivo na TV e nas redes sociais do Grupo Bandeirantes de Comunicação ocorreu às 20h do último domingo (7).

Wilson Lima (União Brasil), candidato à reeleição, não compareceu. A equipe de campanha justificou que ele cumpria agenda política no interior do Amazonas.

A Eleição tem oito candidatos ao Governo, mas Nair Blair, que lidera a chapa pelo Agir, não foi autorizada a participar do debate.

O Grupo Bandeirantes informou que o debate baseia-se nas regras da Justiça Eleitoral, que torna obrigatória a convocação de candidatos de partidos que tenham no mínimo 5 representantes na Câmara Federal.

No caso de Nair, seu partido tem apenas dois representantes na Câmara. A candidata chegou a comparecer na sede da emissora, na zona Centro-Sul, minutos antes de ter início o debate, mas sua participação não foi autorizada.

O debate

A dinâmica do debate foi realizada em blocos. No primeiro, um candidato perguntava para o outro, com direito de réplica.

Neste momento, os candidatos aproveitaram para direcionar ataques ao atual governador, se aproveitando do fato de Wilson não ter comparecido ao debate para explicar sobre os problemas atuais do Estado.

Os dois principais candidatos que direcionaram os ataques ao atual chefe do executivo estadual foram Amazonino Mendes (Cidadania) e Eduardo Braga (MDB). Amazonino é primeiro colocado nas pesquisas de intenções de voto, seguido de Wilson em segundo e Braga em terceiro.

Questões relacionadas à segurança pública, povos indígenas, violência contra a mulher e saúde guiaram o debate, que ainda contou com outros temas, como empreendedorismo e pandemia.

A dinâmica do debate também contou com a participação de jornalistas, que fizeram perguntas para que um candidato sorteado pudesse responder; e também com empresários perguntando para candidatos.

Único candidato indígena, Israel Tuyuka (PSol) atraiu elogios de todos os candidatos. Ele aproveitou para defender as ideologias de seu partido e falou sobre algumas políticas públicas que devem ser adotadas por governantes para com a comunidade indígena.

Amazonino, a princípio, iniciou o debate sentado. Mas, em seguida, disse que preferia se levantar, assim como seus adversários, e, inclusive, dispensou ajuda para caminhar até o centro do estúdio.

Henrique Oliveira foi o único dos candidatos que preferiu atacar os adversários ao invés de usar o tempo para apresentar propostas e ideais. Amazonino e Braga foram os principais alvos do candidato, que usou do tempo de mandato político dos dois à frente do Amazonas (24 anos no total) como um mal exemplo de gestão.

Os ataques foram repudiados por Amazonino e Braga que, apesar de terem o pedido de resposta negado pela equipe jurídica do debate, lamentaram o comportamento de Henrique, que foi taxado por Amazonino como sendo um nome de candidatura laranja neste pleito.

Apesar dos ataques de Henrique, os demais candidatos mantiveram, entre si, um comportamento velado, como se fossem amigos. Mas, a verdade é que não é bem assim por trás das câmeras.

Já Ricardo Nicolau (Solidariedade) perdeu espaço no debate, ao contrário de Carol Bras (PDT), que soube apresentar melhor as ideias. Nicolau é um político experiente, com vários anos como deputado estadual, mas deixou essa bagagem de lado ao discursar. Inclusive, poupou ataques aos adversários, algo que vem fazendo em entrevistas à imprensa.

Carol protagonizou um dos momentos mais calorosos do debate, quando disparou a Eduardo Braga que, caso seja eleita governadora, não deixará de conceder aumento aos profissionais da Segurança Pública. A classe, segundo ela, ficou oito anos sem aumento salarial nos governos de Braga (2002 a 2010).

Da Redação do Canal92AM

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