Manaus, 30 de May de 2026   |  

Homem é condenado a 32 anos de prisão por estuprar e matar turista britânica no Amazonas

Polícia | 18/08/2022 - 16:26
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Divulgação

O caso, de repercussão internacional, ocorreu em setembro de 2017, na praia do Boieiro, zona rural de Coari

Arthur Gomes da Silva, um dos envolvidos no assassinato brutal da turista britânica Emma Kelty, 43, no Amazonas, foi condenado a 32 anos, 6 meses e 1 dia de prisão. O julgamento aconteceu no dia 29 de julho, mas só foi divulgado na quarta-feira (18).

O caso, de repercussão internacional, ocorreu em setembro de 2017, na praia do Boieiro, próximo à comunidade Lauro Sodré, zona rural de Coari.

Arthur foi condenado pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), estupro, ocultação de cadáver e corrupção de menores. A soma das penas ficou em 32 anos, 6 meses e 1 dia de pena privativa de liberdade.

Excluído o período em que o réu esteve em prisão cautelar, a pena concreta e definitiva é de 29 anos, 11 meses e 7 dias de reclusão em regime inicialmente fechado, mais 234 dias-multa, a ser recolhida ao Fundo Penitenciário Estadual.

Conforme a denúncia do MP, a vítima era canoísta e decidiu navegar sozinha da nascente à foz do Rio Amazonas, em viagem que começou no Peru e terminaria no Brasil. Após ter sido alertada sobre os riscos fez uma postagem em rede social com os dizeres: “Em Coari ou perto (a 100 quilômetros acima do rio) meu barco será roubado e eu serei assassinada. Legal”.

“Infelizmente, as palavras de Emma Kelty se cumpriram e ela foi assassinada e roubada, além de ser estuprada e ter o seu corpo destruído com a finalidade de ocultamento de vestígios do crime. Está-se diante de um dos crimes mais bárbaros cometidos no Brasil, o qual teve repercussão internacional”, descreveu na denúncia o promotor Weslei Machado.

Durante a instrução processual foram interrogados os réus e ouvidas testemunhas, e o conjunto probatório levou ao convencimento do magistrado sobre a comprovação dos requisitos exigidos por lei, resultando na condenação do réu.

Em novembro de 2018, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) ofereceu denúncia contra seis pessoas envolvidas no crime: Arthur Gomes da Silva, Jardel Pinheiro Gomes, Erinei Ferreira da Silva, Elionai Cordovil da Silva, Valtemir Andrade de Lima e Erinilson Ferreira da Silva.

No julgamento de Arthur Gomes da Silva, todos os pedidos feitos pelo Ministério Público foram julgados procedentes.

O réu recebeu a pena de 29 anos, 11 meses e 07 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de latrocínio, estupro, corrupção de menores e ocultação de cadáver, porém, o Promotor Titular informa que já está recorrendo da decisão para aumentar a pena aplicada.

Em razão do falecimento do réu Jardel Pinheiro Gomes, ocorrido em agosto de 2020, o Ministério Público solicitou e o Juiz declarou a extinção da sua punibilidade, na forma do art. 107, I, do Código Penal e art. 62, do Código de Processo Penal.

Os demais envolvidos foram denunciados em razão do crime de receptação, pois não participaram do latrocínio, já que compraram dos criminosos os produtos subtraídos da vítima (receptação), contudo, a eles fora oferecido SURSIS processual.

O julgamento foi presidido pelo Juiz Fábio Lopes Alfaia e teve atuação do Promotor de Justiça Rafael Del Castillo.

*Com informações da assessoria 
 

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