Gloria Maria foi homenageada pelo New York Times 20 dias após sua morte. O jornal falou sobre o legado que ela teve na TV brasileira e lembrou de sua importância na profissão.
“Considerada a primeira telejornalista negra do Brasil, derrubou barreiras para as mulheres negras na televisão em uma época em que as cadeiras de âncora do país eram ocupadas principalmente por homens brancos”, diz um dos trechos.
Segundo o jornal, Glória se tornou “um ídolo negro em um país com uma história de profundo preconceito racial”. Glória morreu na manhã do dia 2 de fevereiro vítima de um câncer. A jornalista já realizava um tratamento para combater as metástases que existiam em seu cérebro, o que deixou de fazer efeito.
Nascida em 15 de agosto de 1949, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, Glória Maria começou sua carreira no jornalismo em 1971, como estagiária da TV Tupi. Em pouco tempo, ela se destacou como repórter e foi contratada pela TV Globo em 1973.
Desde então, Glória Maria cobriu diversos eventos históricos e importantes do Brasil e do mundo, como a queda do Muro de Berlim, a eleição de Nelson Mandela na África do Sul e a Guerra do Golfo. Além disso, ela foi a primeira jornalista negra a apresentar um telejornal no Brasil, o Jornal Nacional, em 1978.
Com um estilo único e inovador, Glória Maria revolucionou o jornalismo televisivo brasileiro ao apresentar reportagens mais pessoais e humanizadas, explorando aspectos culturais e sociais dos lugares que visitava. Seus trabalhos mais marcantes incluem a série "Brasis", que retratou a diversidade cultural do país, e a cobertura da Copa do Mundo de 2002, no Japão e Coreia do Sul, em que se destacou pela sua interação com a cultura local.
Ao longo de sua carreira, Glória Maria foi premiada diversas vezes por sua atuação no jornalismo, entre os prêmios que recebeu estão o Prêmio Esso de Telejornalismo, o Prêmio Vladimir Herzog, o Prêmio Comunique-se e o Prêmio Mulher Imprensa.
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