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FMI anuncia que fechará escritório no Brasil em 2022 após críticas do ministro da Economia

Economia | 16/12/2021 - 09:19
Por: Redação Canal92AM*
Foto: Reprodução

Paulo Guedes afirmou que Fundo Monetário Internacional já fez o que tinha que fazer no País e que poderia ter ido embora

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai fechar o escritório de representação no Brasil, sediado em Brasília (DF), após um acordo com o governo Bolsonaro. O fechamento foi confirmado pelo órgão internacional em nota enviada em resposta a um pedido do Estadão.

Segundo o FMI, o escritório vai encerrar as suas atividades em 30 de junho de 2022, quando vence o prazo da atual representação no País, definido em acordo prévio com o Brasil. O escritório de representação funciona como uma espécie de embaixada do FMI no País.

"Esperamos que a alta qualidade do envolvimento do corpo técnico do Fundo com as autoridades brasileiras continue, à medida que trabalhamos de perto para apoiar o Brasil no fortalecimento de sua política econômica e de suas configurações institucionais", afirmou o FMI em nota.

A decisão de fechar o escritório do FMI no País confirma a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo pediu ao órgão internacional para dispensar a sua missão no País. "Estamos dispensando a missão do FMI [...] Dissemos para eles fazerem previsão em outro lugar", declarou Guedes durante encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Guedes também fez críticas diretas ao ex-presidente do Banco Central, o economista Ilan Goldfajn, nomeado pelo FMI para o cargo de diretor do Hemisfério Ocidental a partir do ano que vem, uma das posições mais importantes do órgão.

"Ele (Ilan) é um amigo, mas em época de política todo mundo critica, e o Ilan também tem o direito de criticar. Mas já que tem um brasileiro que critica o Brasil indo para o FMI, ele não precisa mais ficar aqui”, afirmou Guedes.

O ministro disse que o FMI já fez o que tinha que fazer no Brasil e que já poderia ter ido embora. E emendou que “só não foi embora porque talvez gostem do futebol, da feijoada e de bom papo”.

Ele lembrou das previsões do fundo de retração próxima a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o primeiro da pandemia. No fim, a queda foi de 3,9%. Após repetir que o Brasil "surpreendeu o mundo" ao cair menos da metade do que era esperado, a "desgraça" agora está sendo prevista para o ano que vem. "Eles vão errar de novo."

*Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

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