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Filme sobre facada censurado pelo TSE ignora inquérito da PF e levanta tese sobre aliado de Bolsonaro

Política | 19/10/2022 - 09:15
Por: Jornalismo/Canal92AM
Foto: Divulgação

O filme vetado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) levanta tese de que o atentado teria sido ordenado por um aliado do mandatário na época da campanha de 2018.

Essa versão para o episódio contraria mais de 2.000 páginas de investigação da Polícia Federal e vai na contramão até mesmo de teorias da conspiração da base bolsonarista, de que opositores do mandatário estariam por trás do atentado cometido por Adélio Bispo.

A produtora de vídeos Brasil Paralelo havia anunciado o lançamento do documentário intitulado "Quem mandou matar Jair Bolsonaro" no próximo dia 24, mas a corte eleitoral barrou a divulgação.

O Brasil Paralelo afirmou à Folha de S.Paulo, por meio de nota antes da decisão do TSE, que o filme levanta a hipótese de que o mandante do atentado seria um correligionário de Bolsonaro no período eleitoral.

"Como acontece em todos os episódios da série Investigação Paralela, levantamos as hipóteses para a solução do crime. A novidade é que uma dessas teses sobre o mandante do atentado envolve pessoas próximas ao presidente na época da campanha", afirmou a produtora, sem dar detalhes de quem seriam os supostos envolvidos.

O Brasil Paralelo é um canal de vídeos na internet de viés conservador, que propaga revisionismos históricos sem fundamentação acadêmica sólida, e costuma fazer duras críticas ao PT. O conteúdo é amplamente compartilhado por aliados de Bolsonaro.

Nesta terça-feira (18), o corregedor da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, atendeu a um pedido do PT e vetou a veiculação do documentário até que o segundo turno seja realizado, liberando o lançamento do filme apenas a partir de 31 de outubro. 

*Com informações da Folha

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