Federação Amazonense de Futebol afirmou, em nota, que eleição que nomeou empresário para o cargo máximo da entidade, no último dia 04/07, é ilegítima e descumpre o estatuto. FAF já tinha marcado o processo eleitoral para o dia 23 de setembro
Em nota, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) contestou a legitimidade da eleição que nomeou o empresário e ex-vereador Ednailson Rozenha o novo presidente da entidade, na última segunda-feira (4). Com o apoio das ligas esportivas do interior e de cinco clubes profissionais, Rozenha foi aclamado no pleito realizado na sede do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJDAM), no Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus.
A FAF acusa o empresário, que já foi presidente do Fast Clube, de querer tomar a força o comando da federação. Conforme a nota, o grupo que apoia a candidatura de Rozenha e participou da votação, no início da semana, é o mesmo que entrou na Justiça com uma ação para anular o edital de convocação, publicado pela FAF, para o processo eleitoral no dia 23 de setembro.
Presidida há 32 anos por Dissica Valério Tomaz, empresário e ex-prefeito de Eirunepé (AM), a FAF atualmente está sendo gerida interinamente pelo vice-presidente Pedro Augusto. Por problemas de saúde, Tomaz se afastou do cargo na entidade máxima do futebol amazonense.
Além de não reconhecer Ednailson Rozenha como novo presidente da federação, a FAF afirma que todo o pleito realizado no TJDAM transcorreu de forma ilegal por descumprir o próprio estatuo da instituição. Segundo a nota oficial, apenas o atual mandatário e seu substituto têm poderes legais para convocar a eleição para definir a futura gestão da FAF.
A organização da suposta eleição ilegítima foi decidida, no dia 22 de abril, após as ligas esportivas do interior e os clubes profissionais Princesa do Solimões, São Raimundo-AM, CDC Manicoré, Penarol-AM e Tarumã convocarem uma Assembleia Geral Extraordinária. No total, 34 entidades filiadas à FAF assinaram o documento que escolheu a data do pleito, sem a concordância da federação, para o dia 4 deste mês e que colocou Rozenha no poder. Pelo menos, até o imbróglio ser resolvido no Judiciário.
Confira na íntegra a nota oficial da FAF, publicada no dia 4 de julho:
“A Federação Amazonense de Futebol (FAF) vem a público repudiar a atitude de dirigentes e de ligas que, tomados por interesses distintos do melhor para o futebol de nosso Estado, fizeram uma suposta eleição, sem qualquer legitimidade, para tentar tomar o comando da FAF.
Os responsáveis por essa atitude ignoraram todo o trâmite judicial que está em curso no Tribunal de Justiça do Amazonas. Ignoraram, também, o edital publicado pela própria Federação que marca a eleição para o dia 23 de setembro, como determinou decisão judicial que segue em vigor. E mais que isso: ignoraram completamente o estatuto da Federação a qual pretendem presidir, pois o mesmo diz que a convocação para as eleições deve partir do presidente ou de seu substituto.
A FAF é presidida por Dissica Valério Thomaz e tem como vice-presidente Pedro Augusto Oliveira da Silva, que está ocupando a presidência interinamente. A ele cabe a convocatória das eleições, que pode ser feita durante os dez meses que antecedem o fim do mandato, em dezembro deste ano. Ora, se a eleição está no prazo, e a FAF devidamente representada, a quem interessa fazer uma eleição a toque de caixa, desrespeitando o correto andamento jurídico e sem que sejam aceitos concorrentes?
Todo esse ordenamento legal será plenamente obedecido na eleição convocada para o dia 23 de setembro. Curiosamente, esta eleição, que atende todas as exigências do estatuto da FAF, está sendo contestado na Justiça pelo grupo que tenta tomar o comando da Federação à força, tanto é que as Ligas Municipais ingressaram com ação judicial no dia 29/06/2022, objeto dos Autos do Processo nº 0704596-29.2022.8.04.0001 junto a 2ª Vara Cível de Manaus, requerendo a anulação do Edital da FAF do dia 23/09. A troco de quê? Não sabemos, pois se fosse legitimada a Assembleia de hoje, porque buscam anular a Assembleia de setembro!!!!????
A FAF não reconhece a legalidade deste ato realizado hoje, que conta com diversas irregularidades e desrespeito ao estatuto da Federação Amazonense de Futebol. Por isso, a atual gestão seguirá cumprindo suas funções e preparando o processo eleitoral para 23 de setembro, um processo como deve ser: democrático, com a participação de diversas chapas e que respeite o ordenamento jurídico estabelecido - tudo o que não aconteceu na suposta eleição deste dia 4 de julho.
Manaus-AM, 04 de julho de 2022.”
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