Ex-adversários políticos do ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania) estiveram presentes no primeiro dia do velório do cacique político que mais venceu Eleições majoritárias em todo o Amazonas (7 vezes).
A cerimônia fúnebre ocorreu no hall do Teatro Amazonas, bairro Centro, zona Sul de Manaus.
Entre os nomes de destaque estão os ex-governadores David Almeida (Avante), que hoje é prefeito de Manaus; e Eduardo Braga (MDB), senador da República.
Além deles, o governador Wilson Lima (UB), que venceu as duas últimas eleições gerais (2018 e 2022) contra Amazonino, também marcou presença nas primeiras horas do velório de Amazonino.
Na ocasião, o chefe do Executivo Estadual destacou: "Estamos nos despedindo de uma das maiores lideranças políticas do Amazonas".
Outro que também marcou presença foi o ex-prefeito de Manaus e também ex-senador da República Alfredo Nascimento (PL). Alfredo disputou a última eleição municipal contra Amazonino, em 2022.
Os últimos pleitos disputados
Nos últimos cinco anos, Amazonino disputou quatro eleições majoritárias. Nesse curto período, o político venceu apenas a eleição suplementar para governo em 2017.
As últimas derrotas ocorreram nos anos de 2018 e 2022, na tentativa de retornar ao Governo; e em 2020, quando tentou comandar a Prefeitura de Manaus pela quarta vez.
Na ocasião, o pleito foi vencido por David Almeida, que disputou o segundo turno contra Amazonino.
Além dos ex-adversários, a cerimônia também reuniu políticos do parlamento estadual e municipal, como deputados estaduais e vereadores.
Trajetória política
Amazonino ingressou na política na década de 60, quando disputou eleição para deputado estadual e perdeu.
Depois, em 1983 foi indicado para o cargo de prefeito de Manaus pelo então governador na época, Gilberto Mestrinho. A indicação foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.
Após a nomeação, Amazonino teve uma trajetória vitoriosa nas urnas. Venceu duas eleições para prefeito de Manaus, outras quatro para o Governo do Amazonas e uma para senador da República.
Com 40 anos de sua vida dedicada à política amazonense, Amazonino construiu um legado de peso que dificilmente poderá ser alcançado por outro político nos próximos anos.
Uma de suas maiores conquistas foi a criação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Amazonino morreu aos 83 anos, no último domingo (12), em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em tratamento após um diagnóstico de pneumonia.
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