A ex-primeira dama de Manaus, Elisabeth Valeiko, causou no último debate do Portal A Crítica, na noite da última quinta-feira (15), entre os candidatos ao Senado Federal pelo Amazonas.
Causou no sentido de chamar o candidato ao Senado pelo PDT, Luiz Castro, de bandido.
Luiz Castro, que já foi secretário estadual de educação, perguntava para o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), o significado da palavra respeito, que, segundo Luiz, vem sendo bastante utilizada por Arthur na campanha ao Senado.
"Arthur, a palavra respeito é apenas um slogan para usar na campanha ou ela serve de fato para basear as suas atitudes reais em sua vida pública ou na sua trajetória política recente? O que significa a palavra respeito para o senhor?", questionou Luiz Castro.
Em sua resposta, o ex-prefeito aproveitou a oportunidade para fazer referência ao caso Dantas, um contrato com suspeita de superfaturamento de R$ 46,6 milhões firmado pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) para prestação de transporte escolar na capital e interior do Amazonas.
"Respeito é fazer a sério o que você deixou de fazer depois do caso Dantas. Nesse pulso aqui ninguém pega mesmo. Você me acusa de quê? O que eu fiz de errado no ponto de vista administrativo ou da minha atuação no Senado?", indagou Arthur Neto.
O ex-prefeito ainda fez cobranças a Luiz Castro.
"Mas, se você tem dados, me dê que eu procurarei dar a resposta a você. Assim como nesse caso Danas eu procurei ler tudo. E li com olhos de quem quer ver a sua inocência. E eu não cheguei a concluir que havia inocência ali", disparou o candidato do PSDB ao Senado Federal.
Com a resposta aos questionamentos de Luiz, Arthur mordeu a isca direitinho. Luiz Castro aproveitou a oportunidade para dizer que havia tocado no calcanhar de aquiles de Arthur, com um assunto que é de conhecimento de toda a população do Amazonas.
Ele disse que, sobre o Caso Dantas, sua defesa foi aceita pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), lembrou que o próprio Dantas nunca o denunciou e ressaltou que teve a hombridade de sair do Governo para se defender fora do poder, expondo que Arthur não teve a mesma atitude em relação ao caso Flávio.
E nesse momento Luiz Castro foi interrompido pela manifestação de Elisabeth Valeiko, que da plateia gritou: "bandido".
Mas Luiz Castro não se deixou abalar pelo descontrole da ex-primeira dama e continuou os ataques a Arthur Neto.
"Bandido pode ser se a acusação for verdadeira, mas eu não estou acusando o Aejandro de ser culpado. Estou dizendo ao público que a atitude do Arthur, dominado pelo sentimento da esposa que está aqui gritando na plateia, demonstra que ele perdeu o respeito que ele tinha pela causa pública", avaliou o ex-secretário de saúde.
E não parou por aí. Luiz continua sua avaliação sobre a conduta do ex-prefeito de Manaus. "Demonstra que ele [Arthur], ao permitir que funcionários da Prefeitura fossem ao local do crime, desrespeitou a sua função ética que ele sempre defendeu. Eu já tive muito respeito por você Arthur, e o respeito permanece como pessoa, mas como gestor público não", emendou Luiz Castro.
Por fim, o ex-secretário de saúde se refere a Arthur como: "vossa excelência já não é mais excelente. Já não tem a condição moral de defender o Amazonas no Senado da República".
Arthur requereu e ganhou direito de resposta de dois minutos, mas se atrapalhou ao tentar fugir do tema, foi repreendido pela organização do debate e deixou escapar um pouco de tempo.
"Engraçado que o candidato [Luiz Castro], que aqui se exaltou, não cai muito bem nele esse tipo de comportamento. Ele é mais da mansidão, água de lago, não é capaz de trovão. É algo absolutamente domável. Não me fez uma acusação ligada a desvio de recursos. Se limitou a ter uma explosão de raiva. Eu estou muito tranquilo.
O caso Flávio
O assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, em 2019, é alvo de críticas à gestão de Arthur porque funcionários da Prefeitura de Manaus teriam utilizado da estrutura do executivo municipal para se livrar do corpo dele.
O engenheiro teria sido esfaqueado dentro da casa de Alejandro Valeiko, mas o corpo foi transportado em um carro oficial da Prefeitura de Manaus para fora da residência.
A Justiça do Amazonas absolveu Paola Valeiko Molina e impronunciou Alejandro Molina Valeiko no processo que julga os acusados pela morte do engenheiro.
Da Redação do Canal92AM
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