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Efeito Pandemia: Estudo revela que, em 2020, Manaus liderou incidência de obesidade entre as capitais

Amazonas | 18/01/2022 - 17:36
Por: Redação Canal92AM*
Foto: Divulgação

Relatório de Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção mostra que isolamento social elevou o número de pessoas acima do peso no Brasil

Em 2020, Manaus foi a capital brasileira com maior índice de obesidade, conforme o relatório de Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção. Os dados foram publicados recentemente pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde.  

O isolamento social causado pela pandemia da Covid-19 elevou o consumo de bebidas alcoólicas e reduziram as atividades físicas, o que aumentou a taxa de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

Ainda segundo o relatório de Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção, em 2020, cerca de 21,5% dos adultos sofriam com obesidade, contra 20,3% em 2019. Depois de Manaus (24,9%), Cuiabá (24%) e Rio de Janeiro (23,8%) lideram a incidência de obesidade entre as capitais.

“As tendências de obesidade chamam atenção, especialmente porque, até 2011, nenhuma capital tinha uma prevalência de obesidade acima de 20%, enquanto em 2020 o Vigitel levantou 16 capitais acima dessa marca”, aponta o estudo.

A alteração no padrão de vida e de consumo durante a pandemia foi determinante ao agravamento de doenças. No entanto, a desigualdade social brasileira também é fator determinante na equação.

Em 2020, mais da metade dos domicílios tinham insegurança alimentar: 55,2%. Além disso, 9% conviveram com a fome, que chega a 12% nas áreas rurais e 22,1% entre os desempregados.

Entre a população de menor renda e menor escolarização, a chance de adquirir hipertensão e diabetes é o dobro de quem teve acesso à educação formal integral. Contudo, a prevalência de hipertensão arterial e diabetes seguiu relativamente estável ao atingir 25,2% e 82%, respectivamente, entre os adultos nas capitais.

O relatório termina com a ênfase na atenção primária à saúde, que preza pela prevenção, qualidade de vida e um cuidado da população em detrimento do tratamento específico de doenças.

“Para reduzir a morbidade e a mortalidade por DCNTs, é preciso ampliar a quantidade e a qualidade da Atenção Primária. Na contramão dessa prioridade, a proposta orçamentária enviada pelo Ministério da Saúde ao Congresso Nacional não mostra um aumento relevante de orçamento para a atenção primária e apresenta o menor patamar de investimentos dos últimos anos”.

*Com informações do site IstoÉ Dinheiro 

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