Rapahel Alves (esquerda) e Michael Dantas (direita) foram premiados por seus registros da pandemia
A fotografia eterniza os momentos, sejam eles felizes ou não. E o fotógrafo é o profissional que une talento e técnica para fazer a ‘mágica’ acontecer.
Na há fotografia, há diversos ramos de atuação e os fotógrafos se especializam em segmentos específicos a fim de oferecer aos clientes trabalhos que são obras de arte.
O fotojornalismo se dedica ao registros de fatos históricos. Muitos são verdadeiras relíquias, pois marcam dias inesquecíveis para um país ou mesmo para o mundo.
Neste 8 de janeiro é comemorado o Dia Nacional da Fotografia. O Canal 92 AM traz as histórias de dois grandes profissionais do Amazonas para inspirar e homenagear um ofício que revolucionou a história do mundo, oferecendo a todos a eternização por meio da imagem.
Michael Dantas e Raphael Alves são fotógrafos premiados no cenário nacional por trabalhos desenvolvidos na Amazônia.
Michael Dantas
O manauara Michael Dantas, 36, se dedica há 15 dias à fotografia. O profissional atua como freelancer para agências internacionais, como a Associated Press (AP), Agence France-Presse (AFP) e a Reuters, e acumula experiências em assessorias de comunicação de órgãos públicos.
O fotojornalista também trabalhou nos maiores veículos de comunicação impressos do Amazonas: Jornal A Crítica, Diário do Amazonas e Amazonas Em Tempo. Participou de grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas do Rio de Janeiro de 2016, além de outras grandes coberturas nacionais.
Entre os diversos prêmios conquistados por Michael estão a posição de finalista no 42º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos; Prêmio Osvaldo Paquetá (Melhores do MMA nacional) em 2017; primeiro lugar no Prêmio Correios de Fotografia de 2014; além do Prêmio New Holland de Fotojornalismo de 2014.
Mais recentemente, durante a pandemia de Covid-19, Michael teve três fotos de sua autoria selecionadas para compor o livro anual das 120 melhores fotos da Agence France- Presse (AFP). A agência de notícias é uma das mais prestigiadas do mundo.

“Em 2020 também fui finalista do prêmio Vladimir Herzog, um dos mais importantes que tem no Brasil para o jornalismo, eu tive duas fotos selecionadas para a final. Infelizmente, não ganhei mas só de estar na final já é um baita reconhecimento e este ano também tive uma foto selecionada entre as melhores da France-Press. Ano passado tive quatro fotos e o livro”,ressaltou.
Uma foto com a temática da pandemia de Covid-19 de autoria de Michael foi exposta em uma mostra Terra em Transe, realizada em São Paulo, ao lado de fotografias de todo o Brasil.
“Eu fui influenciado pelo pai que é jornalista. Boa parte da minha família é, tanto de texto como da área de imagens. Sempre atuei na área do fotojornalismo, cobri copa do mundo, Olímpiada, grandes eventos da cidade, tudo que acontece de importante. Meu trabalho mais importante com certeza foi a cobertura da pandemia, muito intensa e que ainda não acabou, foi muito desafiador estar na frente dos hospitais, dos cemitérios, entrar em UTIs. Acompanhei o trabalho do SAMU e SOS funeral que ia buscar corpos de pessoas que morreram em casa. Foi uma experiência que vai para a vida, nunca irei esquecer”, explicou.
Para France-Press, Michael cobre os fatos mais importantes e tudo relacionado ao desmatamento da Amazônia, tema que sempre desperta interesse e curiosidade de leitores ao redor do mundo.
Raphael Alves
Dedicado ao fotojornalismo, Raphael Alves recebeu em 2021 o primeiro lugar na categoria “La Pandemia en Ibero America” no Pictures of the Year Latin America (POY Latam), um dos reconhecimentos mais importantes para o fotojornalismo ibero-americano. No mesmo ano, o fotógrafo recebeu uma menção honrosa no Siena Awards e foi contemplado com a bolsa editorial da Getty Images.
Raphael coleciona prêmios conquistados ao longo da carreira, como: 'The Best of Journalism da Society for News Design', 2010; Fiema (Feira Internacional de Tecnologia Para o Meio Ambiente) de Jornalismo Ambiental, em 2010; Menção honrosa na Concurso Cultural Leica Fotografe. Em 2014, o ensaio “Limites Imprecisos”, de Raphael Alves, foi premiado com o primeiro lugar no 'Leica X Photo Contest'. Em 2020, foi premiado na convocatória do BarTur Photo Award e no edital do Itaú Cultural "Arte como Respiro".
O fotógrafo faz parte do projeto Everyday Brasil, que documenta o cotidiano do país por meio da fotografia. Além disso, o profissional colabora com agências nacionais e internacionais.
Suas fotos produzidas durante a pandemia de Covid-19 se destacam. O fotógrafo se expôs ao risco de contaminação por um vírus em que haviam poucas informações no mundo, para registrar o trabalho de quem estava na linha de frente da luta contra o vírus e das famílias que enfrentaram este mal.

Os principais registros de Raphael Alves durante a pandemia podem ser vistos em seu site www.photoraphaelalves.com. O ensaio intitulado “Insulae” reúne fotografias tiradas nos cemitérios, hospitais, residenciais e igrejas. Famílias enterrando seus mortos, pacientes sendo tratados, policiais atuando na linha de frente, são apenas alguns destaques das fotografias.
O ensaio realizado em preto e branco demonstra toda sensibilidade do fotógrafo diante da dor de familiares, mas também mostra a esperança estampada no rosto de pessoas sendo vacinadas contra a Covid-19.
“É um trabalho que vem sendo desenvolvido, mas não é sobre a questão da Covid-19, é sobre a ideia de isolamento como medida de prevenção da doença. Mas, existem outros fatores, que é o isolamento em que a gente vive aqui, isolamento ideológico e geográfico. Todas essas questões foram realçadas na pandemia. As distâncias são enormes, não temos estradas, temos rios e a aviação para atender muitos dos municípios e mesmo assim temos problema. Só temos média e alta complexidade na capital. Estamos isolados do restante do país, só temos a BR-319, que existe no mapa não está pavimentada. Mas ao mesmo tempo, pavimentar a via pode causar um grande dano ambiental à Amazônia. Esse dano além de ser terrível para todo plano, pode ser o início de outros problemas para saúde. Então o trabalho é sobre tudo isso, e o sofrimento da população menos favorecida que acaba sendo a mais afetada”, explicou Alves sobre o ensaio “Insulae”.
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