Delegado lamenta fragilidade da lei
A polícia confirmou, nesta terça-feira (27), o autor do atropelamento que tirou a vida da pastora Andreia Trindade Pinheiro, 46, na parada de ônibus na avenida Coronel Teixeira, no Santo Agostinho, Zona Oeste de Manaus.
De acordo com as investigações, a Hilux pertence mesmo ao empresário Adauto do Carmo Santos Junior, mas quem conduzia o veículo era o filho dele, que não teve o nome revelado.
O titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat), Temistocles Alencar, disse que não pode fazer muita coisa, pois o flagrante já passou.
"Que fato grave e triste! Mas eu vou me reportar a todos os outros. Infelizmente, eu fico decepcionado em não poder fazer muita coisa porque a própria lei nos impede. Eu sempre digo a todos os familiares que vem, que nós não fazemos as leis, nós só a cumprimos. E na minha concepção essas coisas estimulam, porque a impunidade quando chega ao conhecimento dos autores deixa eles mais folgados para a prática do crime", disse.
O suspeito não se apresentou, enquanto Andréia será sepultada nesta terça-feira.
"Infelizmente, a gente tenta de alguma forma levar as barras da Justiça todos os elementos probatórios para que realmente possa ser condenado e cumprir algum tipo de pena. Infelizmente, em sua grande maioria são penas restritivas de algum direito ou prestação de serviço à comunidade. Mas, dentro dos elementos probatórios a gente tenta provar que um dos grandes causadores de trânsito é a embriaguez e em consequência vem velocidade incompatível com a via", disse o delegado.
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