Novos dados do cartão do ex-presidente mostram que ele comeu do bom e do melhor
Famoso por seus vídeos comendo pastel e frango na rua, Bolsonaro comeu do bom e do melhor em casa. A agência "Fiquem Sabendo", especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI), publicou nesta segunda-feira, 23, as notas fiscais referentes aos gastos com alimentação do cartão corporativo do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Dentre os itens, estão produtos como picanha, caviar, filé mignon e camarão. Também se repetem gastos com leite condensado e Nutella.
Foram escaneadas cerca de 2,6 mil páginas até agora, o que representa 20% do total. A compra de picanha aparece em pelo menos 14 notas fiscais. Em 30 de março de 2019, por exemplo, o cartão corporativo de Bolsonaro autorizou um gasto de R$ 743,26 em picanha.
As notas fiscais mostram que, na maioria das vezes, era comprado mais de uma peça de carne por vez. Em 20 de fevereiro de 2019, foi feita a compra de duas peças de filé mignon no valor total de R$ 743,90.
O cartão corporativo da Presidência também foi usado para compras medicamentos, como o Rivotril, usado para o tratamento de depressão e ansiedade, e o antidepressivo Lexapro. Antibióticos e remédios para o tratamento de úlceras gastrointestinais também aparecem entre os gastos.
Bolsonaro gastou R$ 13,7 milhões com estadia. Dessa quantia, R$ 1,4 milhão apenas no Ferraretto Hotel, em Guarujá, litoral de São Paulo, onde ele costumava descansar. Segundo cálculo do Estadão, média da diária no estabelecimento é de R$ 500 - desta forma, valor gasto no cartão seria suficiente para 2,9 mil diárias.
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