Caixão de carvalho seguiu no primeiro carro de uma caravana de sete veículos e passará por cidades como Aberdeen, Dundee e Perth, em uma viagem de 280 km que deve durar até seis horas
Milhares de pessoas saíram às ruas na Escócia e estão a postos para acompanhar a jornada final de Elizabeth 2ª neste domingo (11). O corpo saiu às 10h07 (5h07 de Manaus) do Castelo de Balmoral em direção à capital escocesa de Edimburgo.
O caixão de carvalho seguiu no primeiro carro de uma caravana de sete veículos e passará por cidades como Aberdeen, Dundee e Perth, em uma viagem de 280 km que deve durar entre quatro e seis horas.
Estava coberto com a bandeira real, que traz um leão vermelho sobre fundo amarelo, uma harpa amarela sobre fundo azul e outros leões amarelos em fundo vermelho. Uma coroa de flores brancas, cortadas dos jardins do castelo, descansava sobre o caixão.
Em Edimburgo, o caixão será recebido no Palácio de Holyrood, residência oficial da família real na capital da Escócia. Nesta segunda (12), será levado à catedral, onde os escoceses poderão fazer fila para ver a rainha. Na terça, segue de avião para Londres.
A partir de quarta-feira (14), o caixão de carvalho estará no palácio de Westminster, sede do Parlamento britânico, onde fica o famoso relógio Big Ben. Ele ficará exposto para visita pública ali durante quatro dias, quando os londrinos poderão entrar e render suas últimas homenagens.
Na manhã do dia 19, ele será levado à Abadia de Westminster para o funeral, que será televisionado. Dois minutos de silêncio em todo o Reino Unido serão decretados. Em seguida, Elizabeth 2ª será enterrada no Castelo de Windsor, a oeste de Londres.
Símbolo da monarquia, Elizabeth 2ª ocupou o trono por sete décadas e morreu serenamente, segundo o comunicado oficial, na quinta-feira (8). A morte deu início a uma série de protocolos e cerimônias oficiais, no Reino Unido e em Estados associados a ele.
Na manhã deste sábado, Charles 3º, 73, foi proclamado rei em cerimônia no palácio de Saint James, em Londres. Monarca mais velho a assumir o trono britânico na história, ele deve fazer de seu reinado um período de transição entre o da mãe, venerada pela dedicação ao serviço público, e o do filho William, 40, visto como a modernização da realeza.
Proclamações similares à de sábado continuam sendo feitas neste domingo. Em Edimburgo, a capital da Escócia, o rei Charles 3º foi proclamado em cerimônia com trompetistas e tiros de canhão. Próximo do local do evento houve um evento antimonarquista, e pelo menos um manifestante foi detido pela polícia.
Cerimônias também ocorreram em Belfast, na Irlanda do Norte, e em Cardiff, no País de Gales. Além dos países do Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália e Canadá também realizaram celebrações que proclamaram Charles 3º rei.
O monarca cumpre agenda oficial em Londres neste domingo. Ao chegar no Palácio de Buckingham, Charles acenou para a multidão que se reúne em frente ao local.
A oeste de Londres, nos arredores do Castelo de Windsor, William e Harry prestaram homenagem homenagens à rainha neste sábado. Eles estavam acompanhados das esposas —Kate e Meghan— numa reunião que não era vista há pelo menos dois anos.
Os dois príncipes estariam com a relação estremecida desde o afastamento do caçula. Harry hoje vive nos EUA e, no ano passado, deu uma arrasadora entrevista com a mulher, em que Meghan fez acusações de racismo na realeza. Parte da imprensa viu no encontro deste sábado uma possibilidade de reaproximação.
O príncipe William, agora primeiro na linha sucessória do trono, emitiu uma nota dizendo que pretende honrar a memória da avó apoiando o pai, o rei, "de todas as formas possíveis".
*Com informações do jornal Folha de S.Paulo
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