Graciete era muito católica, e morreu após um momento de oração na igreja
Uma pessoa pacata, religiosa e muito reservada, mas querida pela comunidade. Essas são as palavras de moradores do bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus, onde a professora Graciete Conceicão de Almeida, 51 anos, foi encontrada morta, na tarde desta segunda-feira (23), em um terreno localizado na rua 36.
Desaparecida desde o dia 19, o corpo estava em avançado estado de decomposição e foi achado pela comunidade, que formou um grupo para realizar buscas. A última vez em que foi vista, a vítima saiu de grupo de adoração da igreja católica da comunidade. A família desconfia dos vizinhos, que de acordo com eles são traficantes e usuários de drogas, já que ela reclamava muito deles e havia feito dois boletins de ocorrência contra os marginais do bairro.
“Os próprios moradores fizeram um grupo de buscas e encontraram ela nos fundos no quintal de uma outra residência”, afirmou o policial militar. Para o padre Jailson Félix de Souza, a educadora era um excelente pessoa. Ele pede justiça “Não sabemos o que está por trás de tudo isso. Ela era uma pessoa reservada, mas bem assídua na comunidade. Por muito tempo foi catequista”, disse o padre.
Clarindo Almeida, 55, irmão da professora, confirmou que Graciete fez os Boletins de Ocorrência (BOs) contra vizinhos, que a incomodavam quando usavam drogas. Esses vizinho não foram encontrados no bairro desde o dia do desaparecimento. “Lamentável o que aconteceu com ela. Na casa dela estava tudo quebrado, celular dela sumiu e documentos também”, disse Almeida.
O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). A causa da morte ainda não foi oficializada.
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