De sindicatos a educadores, reforma é critica em documento levado ao MEC
Desintegradora, antipopular, autoritária, perversa, precarizante, privatizante, engodo, antidemocrática, desigual, fragmentadora, desregulamentadora, desescolarizadora, potencialmente catastrófica, sem qualidade. É extensa a lista de apupos que qualificam negativamente a reforma do Ensino Médio na carta aberta, assinada por mais de 300 entidades, que pede a revogação da política pública.
Sindicatos, grupos de pesquisa, associações científicas e de classe do campo educacional defendem que não há remendo possível para a reforma, enquanto seus formuladores falam em "revanchismo". Pressionado, o Ministério da Educação (MEC) monitora a fervura do debate e prepara a convocação de um grupo de discussão sobre o tema.
"Os itinerários formativos são para poucos e privam os estudantes de conhecimentos básicos". Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE, também signatária da carta), diz que professores de Geografia, História, Sociologia e Língua Portuguesa estão tendo que lecionar conteúdos "totalmente estranhos" às suas formações. "A reforma também descaracteriza a profissão, criando a figura da pessoa de notório saber, aumentando a terceirização e elevando a contratação temporária de docentes".
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que foi criado um grupo de trabalho para resolver o problema. "Já foi criado o grupo de trabalho, que será oficializado, terá representantes dos alunos, representantes dos secretários de todos os estados brasileiros, e para que a gente possa corrigir e pode fazer um novo desenho, corrigir, fazer o debate que eu acho que foi um grande erro passado."
A reforma do ensino médio foi aprovada em 2017 durante o governo Temer (MDB). A ampliação da carga horária e a possibilidade de parte das disciplinas ser escolhida pelos alunos fazem parte das mudanças implementadas na gestão de Jair Bolsonaro.
*Com informações do UOL e do MEC
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