Boi-bumbá azul e branco venceu as três noites do festival, encerrado no último domingo, chegando ao seu 24º título para alegria da nação, que se concentrou na arena em Parintins para acompanhar a apuração das notas dos jurados
Com o tema "Amazônia: nossa luta em poesia”, o boi-bumbá Caprichoso derrotou o rival Garantido e se consagrou campeão do 55º Festival Folclórico de Parintins, realizado entre os dias 24 e 26 de junho na Ilha Tupinambarana. A edição de 2022 marcou a volta do público ao Bumbódromo após dois anos sem a realização do espetáculo devido a pandemia de Covid-19.
O Touro Negro estava desde 2018 sem levantar o troféu de campeão. Com 1.259,3 pontos contra 1.258,5 somados pelo Garantido na edição deste ano, o 24º título da história da agremiação azul e branca reflete pesadamente no boi contrário. Apesar de seguir como o maior vencedor do Festival de Parintins, com 32 taças, o Garantido vive uma crise interna que já causou a debandada de três levantadores de toadas, Sebastião Júnior, David Assayag e Edilson Santana, em menos de 24 horas.
Na apuração das notas dos jurados do festival, na tarde desta segunda-feira (27), em Parintins, o Caprichoso venceu, pela pontuação, também as três noites de apresentações no Bumbódromo. Logo que a última nota oficial foi informada, a nação azul e branca reunida na arena do Centro Cultural do município comemorou com muita alegria e se encaminhou até o Curral Zeca Xibelão para a festa da vitória.
Bastante emocionado, o presidente do Caprichoso, Jender Lobato, lembrou do pai que faleceu há duas semanas e dedicou o grande prêmio aos artistas e torcedores da agremiação, que ficaram até o último minuto da apresentação final do Touro Negro, no domingo (26). Com o subtema “Amazônia-Festeira: o clamor da cura”, o Caprichoso encerrou a última noite do Festival Folclórico de Parintins.
"Vitória de quem levou esse festival a sério, de quem investiu para fazer o maior festival de todos os tempos e a maior apresentação de todos os tempos. Todo mundo sabe a dedicação que teve, eu perdi meu pai há duas semanas e não tive luto. Tive que enterrar meu pai no cemitério e saí do cemitério para o galpão para trabalhar para o Caprichoso e fazer essa apresentação digna que nós fizemos. Tenho muito orgulho de ter feito esse festival, ganhado esse título e realizado um sonho", disse Lobato, aos prantos para a TV A Crítica.
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