O Deputado Federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil por divulgação de ‘fake news’ contra Adriana Santana de Araújo Rodrigues, mãe de uma das vítimas da Chacina do Jacarezinho, ocorrida em maio do ano passado.
Drica, como também é chamada, é mãe de Marlon Santana De Araújo, um dos 28 mortos durante a operação. Ela teve a imagem associada com o tráfico ao ser confundida em um vídeo com uma outra mulher que segurava um fuzil.
Na época, a informação chegou a ser desmentida pela Polícia Civil, mas a publicação continuou nas redes e sendo compartilhada. A decisão da juíza Claudia Cardoso de Menezes, do Tribunal do Rio de Janeiro, regional do Méier, obriga retirar imediatamente a postagem tanto no Facebook quanto no Instagram.
‘Em razão do constrangimento ilegal, inclusive risco de morte, causados à parte autora’, diz um trecho da decisão.
Além de Alberto Neto, o ex-senador Magno Malta (PL/ES), Gil Diniz (PL/SP), a Delegada Sheila (PL/MG) e o deputado Luis Miranda (Republicanos/DF) também foram condenados.
Allan dos Santos, blogueiro bolsonarista, também está sendo processado e só não foi a julgamento ainda porque está foragido nos Estados Unidos e o autor Thiago Gagliasso. Juntas, as indenizações somam R$ 70 mil.
Adriano chegou a receber o apelido de “vovó do fuzil” e começou uma batalha incessante para limpar sua imagem.
“Nunca pensei que isso tudo fosse acontecer. Eu simplesmente fui atrás do meu filho na comunidade e me filmaram na saída gritando, desesperada e fizeram aquela fake news. Sou humilde, mas criei dois filhos vendendo água no sinal. Não vou deixar virem me chamar de bandida”, diz em entrevista à imprensa nacional.
O que vai fazer com o dinheiro?
“Sonho em comprar uma casinha. Vivo de aluguel, a idade está chegando, estou com uma vida cansada, sofrida, com problemas de saúde e com os traumas que carrego comigo. Mas não sei se será possível. Das ações que ganhei, recebi um e a outra me pagam parcelado para a favelada aqui. Esse dinheiro uso para pagar meu aluguel, me manter e nem sempre sobra para juntar”, conta ela que, por causa da síndrome do pânico que desenvolveu, nem sempre consegue sair para trabalhar com vendas.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do Capitão Alberto Neto e a matéria será atualizada assim que a resposta for enviada.
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